Mercado de urso sob os efeitos da China

Aversão ao risco e quedas abaixo de 7% poderão interromper as negociações

Estresse nos mercados

Os mercados acionários globais operam em mercado de urso nesta segunda-feira, com as atenções voltadas para a China. As ações globais perderam mais de US$ 5 trilhões em valor desde a desvalorização da moeda pela China, o yuan, a partir de 11 de agosto.

Nesta sessão, as Bolsas de Valores da Ásia mantiveram as desvalorizações, principalmente depois que as ações na Bolsa de Nova York deslizaram na sexta-feira e sinalizaram novas perdas nesta sessão.

Em Hong Kong, o Índice MSCI Asia Pacific recuou 4,6% para ficar aos 125.43 pontos estendendo a queda em até 20%, a maior desde a leitura de abril.

O Shanghai Composite Index caiu 8,5% com as medidas de apoio do governo falhando em acalmar as preocupações dos investidores sobre a desaceleração da China. Mais de 800 ações caíram no limite diário de 10%, incluindo a China Shenhua Energy Co. e China Shipbuilding Industry Co. O indicador despencou 38% de seu pico de 12 de junho, acabando com mais de US$ 4 trilhões em valor. O Índice Topix do Japão entrou em correção

O Ministério das Finanças da Coréia do Sul disse que vai agir “preventivamente” depois da maior retirada semanal desde a sua criação 15 anos atrás.

As perdas foram registradas em todos os 10 grupos da indústria sobre o índice MSCI Asia Pacific. As empresas de energia e finanças postaram as maiores perdas.

Ao final desta jornada, em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, caiu 5,17% aos 21.251 pontos; na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai despencou 8,49% aos 3.209 pontos; na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai fechou em queda de 5,94% aos 25.741 pontos; na Coreia do Sul, o índice KOSPI Composite ficou em queda de 2,47% aos 1.829 pontos; e no Japão, o índice Nikkei 225 fechou em queda de 4,61% aos 18.540 pontos.

Já nos Estados Unidos, apesar da tentativa de recuperação no começo desta tarde e depois da abertura mantendo as quedas de sexta-feira, as milhares de empresas listadas em New York poderão fazer uma pausa de 15 minutos se o Standard & Poors 500 Index mergulhar 7% antes do final da sessão. O valor de referência chegou perto mais cedo, caindo  5,3%.

O pânico é geral em Wall Street, que além da China ainda enfrentam a queda nos preços do petróleo e pesam nas ações das empresas de energia elétrica.

Na abertura, o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em outubro, o novo mês de referência, estava em baixa de 3,73% (-US$ 1,51), cotado a US$ 38,94 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

Há pouco, Dow Jones estava em queda de 1,01% aos 16.143 pontos; o índice S&P perdia 1,52% aos 1.940 pontos; o Nasdaq caía 1,11% aos 4.653 pontos.

Por aqui, a Bolsa de Valores de São Paulo foi contaminada pelos demais mercados. Há pouco, o Ibovespa perdia 2,19% aos 44.718 pontos e o IEE desvalorizava 2,81% aos 25.716 pontos. O giro financeiro estava em R$3,8 bilhões.

Nesta tarde, no IEE, apenas a Alupar UNT estava em alta, 0,36% aos R$13,80.

Entre as maiores quedas no IEE estavam as ações da Cesp PNB (-5,67% a R$15,81); Cemig PN N1 (-7,00% a R$8,11); Eletropaulo PN (-6,06% a R$12,09); e Eletrobras PNB (-4,48% a R$7,04).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166).

 

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