Ministros do G7 Energia apoiam cumprimento do Acordo de Paris, exceto os EUA

Os líderes reunidos falaram ainda sobre a situação de crise entre a Rússia e a Ucrânia no setor energético

Compromisso de redução

Os responsáveis pela área de Energia de todos os países do G7 (fórum integrado por sete nações que, juntas, representam metade da economia mundial: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), exceto os Estados Unidos, reiteraram nesta segunda-feira (10), em Roma, o compromisso com o cumprimento do Acordo de Paris para limitar o aquecimento global.

Foi o que ficou demonstrado no resumo dos trabalhos do chamado G7 Energia, feito pela presidência italiana da reunião, iniciado ontem e finalizado hoje em Roma sem uma declaração conjunta por conta da posição dos EUA, manifestada pelo representante do país, Rick Perry.

No resumo, o presidente da reunião, o ministro italiano de Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, disse que Perry informou aos demais participantes que “os Estados Unidos estão em processo de revisão de muitas políticas e que reserva sua posição neste assunto”.

Temperatura mundial

O Acordo de Paris foi adotado em dezembro de 2015 por 195 países e a União Europeia e estabelece que se deve ser mantida a temperatura média mundial dois graus centígrados acima dos níveis pré-industriais, além de desenvolver esforços adicionais que façam possível que o aquecimento global não supere 1,5 graus.

Além disso, os outros membros do G7 alentaram as partes assinantes do Acordo de Paris a ratificá-lo e expressaram o compromisso para “acelerar a descarbonização do setor energético”. Eles reconheceram também o “papel fundamental” da transição energética por meio do “desenvolvimento de novas tecnologias de energias limpas baseadas no mercado”.

No resumo dos trabalhos, a presidência deixou evidente que os participantes da reunião do G7 Energia consideram que a pesquisa em tecnologias inovadoras é “crucial para o futuro, reconhecendo que o crescimento econômico e a proteção do meio ambiente podem e devem ser conquistadas simultaneamente”.

Os líderes reunidos falaram ainda sobre a situação de crise entre a Rússia e a Ucrânia e reafirmaram que “a energia não deveria ser usada como meio de pressão política e nem como ameaça à segurança ” e que as diferenças nesse terreno “devem ser resolvidas através do diálogo baseado na reciprocidade, na transparência e na cooperação continuada”.

Com Ag. EFE

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