Negociações nucleares com o Irã são prorrogadas até sexta-feira

Potências ocidentais do G5+1 (EUA, França, Alemanha e Reino Unido) exigem uma suspensão gradual e não imediata, como é reivindicado pelo Irã

Urânio e as reservas

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira um novo prolongamento das negociações nucleares com o Irã, até a próxima sexta-feira, 10 de julho, dez dias a mais que a data inicialmente fixada, e três dias a mais que a primeira prorrogação, que vence hoje.

“Para obter mais tempo adicional para negociar, vamos dar os passos técnicos necessários para que sigam de pé até 10 de julho as medidas do plano conjunto de ação (estipulado em 2013)”, assinalou a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, em comunicado.

Segundo este acordo interino, assinado pelo Irã e pelo G5+1 (membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Alemanha) em Genebra em novembro de 2013, algumas atividades nucleares do Irã serão congeladas, e em contrapartida, suspensas as sanções internacionais contra o país.

“Alcançamos progressos substanciais em todas as áreas, mas esta tarefa é muito técnica e implica muitos interesses para todos os países envolvidos”, explicou Harf.

“Honestamente, estamos mais preocupados com a qualidade do acordo do que pelo relógio, embora saibamos que o tempo não tornará mais fácil tomar as decisões difíceis. É por isso que continuamos negociando”, concluiu a porta-voz.

O principal obstáculo para a finalização do acordo neste momento é o levantamento das sanções internacionais contra o Irã.

Por um lado, as potências ocidentais do G5+1 (EUA, França, Alemanha e Reino Unido) exigem uma suspensão gradual e não imediata, como é reivindicado pelo Irã.

Os iranianos também pedem que o comércio de armas seja incluído na suspensão do embargo, o que os ocidentais se negam a aceitar.

Com Ag.EFE

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