Obama descarta acordo formal entre EUA e Irã sobre combate ao EI

Em relação à Síria, Obama reconheceu que a guerra civil intensificada pela ação do EI não poderá ser resolvida sem a contribuição "dos russos, iranianos, turcos e dos aliados do Golfo" Pérsico

Presidente Barack Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou nesta quarta-feira que seu país possa cooperar abertamente com o Irã na campanha contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), uma área na qual muitos especialistas acreditavam em uma possível aproximação depois do acordo nuclear selado ontem.

“Não prevejo uma série de acordos formais com o Irã sobre como conduzimos nossa campanha contra o EI”, disse Obama em entrevista coletiva na Casa Branca.

Obama justificou essa decisão por não acreditar que, “em um futuro próximo”, os Estados Unidos possam “restabelecer suas relações diplomáticas com o Irã”, rompidas em 1980.

No entanto, reconheceu que “claramente, o Irã tem influência no Iraque” e que faz sentido que o primeiro-ministro iraquiano, Haidar al Abadi, “se reúna e negocie com os líderes do Irã” como vizinho.

No entanto, lembrou que o Irã “financiou milícias xiitas que no passado mataram soldados americanos” e que no futuro “podem realizar atrocidades” em comunidades sunitas.

Por isso, os Estados Unidos repassam regularmente ao Iraque suas preocupações sobre as ações do Irã, e seu exército só atuará no território iraquiano se tiver certeza que as ações militares nesse país estão dirigidas por Abadi e não por outros poderes.

Em relação à Síria, Obama reconheceu que a guerra civil intensificada pela ação do EI não poderá ser resolvida sem a contribuição “dos russos, iranianos, turcos e dos aliados do Golfo” Pérsico.

“Para resolvê-la, tem que haver um acordo entre os principais atores que isto não vai ser solucionado no campo de batalha, mas através de uma negociação”, concluiu.

Com Ag. EFE

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