Obama diz que acordo nuclear permite “avançar em uma nova direção” com o Irã

O Grupo 5+1 e o Irã chegaram a um acordo nesta terça-feira para limitar o programa atômico iraniano

Presidente Barack Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que o acordo alcançado sobre o programa nuclear iraniano permite “avançar em uma nova direção com o Irã” após décadas de hostilidade, contanto que o país siga por um “caminho de tolerância” e abandone as “ideologias rígidas”.

“Deixei claro ao povo iraniano que sempre estaremos abertos para nos relacionar com base nos interesses comuns e no respeito mútuo. Nossas diferenças são reais e a difícil história entre nossos países não pode ser ignorada. Mas é possível mudar”, manifestou Obama em uma declaração à imprensa na Casa Branca.

O Grupo 5+1 (EUA, China, Reino Unido, França, Rússia e Alemanha) e o Irã chegaram a um acordo nesta terça-feira para limitar o programa atômico iraniano e impedir que o país produza armas nucleares. Em troca, as sanções que impactam a economia serão suspensas.

“Este acordo oferece uma oportunidade de avançar em novas direções. Deveríamos aproveitá-la. O caminho da violência e da ideologia rígida, uma política externa baseada em ameaças, isso é um beco sem saída”, comentou Obama em referência ao Irã.

Por outro lado, “um caminho diferente, de tolerância e resolução pacífica dos conflitos, conduz à maior integração na economia global, mais relação com a comunidade internacional e a possibilidade do povo iraniano prosperar e avançar”, continuou.

“Acho que temos que continuar provando se esta região, que viveu tanto sofrimento, tanto derramamento de sangue, pode se movimentar em uma direção diferente”, prosseguiu.

Obama lembrou, no entanto, que os EUA manterão as sanções “relacionadas ao apoio do Irã ao terrorismo, seu programa de mísseis e suas violações dos direitos humanos”.

Também ressaltou que continuará seus “esforços sem precedentes para fortalecer a segurança de Israel”, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi o crítico mais aberto das negociações nucleares com o Irã durante os dois últimos anos.

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