Outubro é marcado pela bandeira Vermelha e começo do Horário de Verão

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica

Arquivo: UI

À zero hora deste domingo (15), os relógios devem ser adiantados em uma hora com início do Horário Brasileiro de Verão 2017/2018. A norma vale para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste até o dia 18 de fevereiro de 2018, quando os ponteiros dos relógios deverão ser atrasados em uma hora.

Adotado continuamente desde 1985, o Horário de Verão possui o objetivo de conscientizar a população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica entre os meses de outubro e fevereiro.

No entanto, a avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda de energia elétrica, contida nos estudos realizados neste ano de 2017 pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), mostram que a adoção do Horário de Verão traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico. Os estudos foram avaliados no âmbito do Governo Federal, tomando-se a decisão de manter a aplicação do Horário para o Ciclo 2017/2018 e reavaliação da política para os próximos anos.

O Horário de Verão é adotado no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Espírito Santo.

Ainda para este mês de outubro, apesar da entrada do Horário de Verão, a  bandeira tarifária para o mês de outubro de 2017 será Vermelha (patamar 2), com custo de R$ 3,50 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. É a primeira vez que o patamar 2 é acionado – desde que a bandeira vermelha passou a contar com as duas graduações, em janeiro de 2016.

Segundo o relatório do Programa Mensal de Operação (PMO) do ONS, o valor da usina térmica mais cara em operação é de R$698,14 MWh, da UTE Sepé Tiaraju (RS).

A situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas alcançou níveis preocupantes e, ainda que não haja risco de desabastecimento de energia elétrica, é preciso reforçar as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício.

As bandeiras tarifárias variam exatamente para dar esse sinal aos consumidores. O patamar 2 indica a necessidade de operar usinas térmicas mais caras para compensar a geração hidráulica inibida pela falta de chuvas.

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

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