PAINEL ECONÔMICO: Inflação para famílias de menor renda sobe para 1,51% em janeiro

Reajustes de impostos influenciaram o item energia elétrica

Empregos no setor

As maiores contribuições para a alta do IPCA partiram dos grupos alimentação e bebidas, que variou 2,28%, e transportes (1,77%). A alta de preços dos alimentos foi a maior desde dezembro de 2002, quando subiu 2,28%. O grupo acumula em 12 meses crescimento maior que o IPCA, com alta de 12,90%.

A alta dos alimentos foi de 2,89% nos consumidos em casa e de 1,12% na alimentação fora de casa. Os itens com variações mais expressivas foram a cenoura (32,64%), o tomate (27,27%) e a cebola (22,05%). Em 12 meses, a cebola acumula alta de 79,59%.

Os combustíveis (2,11%) e os transportes públicos (3,84%) foram os responsáveis pela alta do grupo transportes. As tarifas de ônibus urbanos tiveram um aumento de 5,61%, lideradas pelo Rio de Janeiro, onde a variação chegou a 10,59% após o reajuste em 2 de janeiro. Os ônibus intermunicipais também pesaram para o aumento a inflação, com alta de 6,14%.

Abaixo de alimentação e bebidas e transporte, a terceira maior variação foi no grupo despesas pessoais, em que se destacou o cigarro, com inflação de 3,81%, refletindo o reajuste de 12% que uma das empresas do mercado adotou em 31 de dezembro.

Reajustes de impostos influenciaram o item energia elétrica, ao subir 1,61% em janeiro, com uma variação que chegou a 8,70% em Porto Alegre.

A inflação de janeiro foi mais forte na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde chegou a 1,82%, e mais moderada em Curitiba, região que registrou 0,73%. Apesar disso, a capital do Paraná tem o índice acumulado mais alto em 12 meses, com 12,33%.

Com Ag. Brasil

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