Perda do Rio São Francisco como fonte de energia suscita o debate sobre alternativas

Velho Chico deixa de ser importante do ponto de vista de geração de energia

Divulgação

O Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), organismo científico nacional, divulgou durante a COP22, no Marrocos, no último mês de novembro, um relatório inédito mostrando os impactos que o Brasil sofrerá por causa das mudanças climáticas, incluindo a questão da geração de energia elétrica. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, o Painel prevê que na região Nordeste a queda na vazão do rio São Francisco pode chegar a 24,6%, e consequentemente, reduzir em 7% a produção de energia hidráulica.

Segundo Ismar Kaufman, CEO da In Forma Software, um dos principais players no desenvolvimento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para empresas de energia no país, a partir de agora, o Rio São Francisco está sendo visto, quase em consenso, como importante enquanto água. Seja como rio para agricultura ou para matar a sede das pessoas ou na realização da transposição e desenvolvimento do semiárido. Mas, ao mesmo tempo, o Velho Chico deixa de ser importante do ponto de vista de geração de energia e isso suscita o debate de como fica o Nordeste sem essa fonte.

Nesse cenário, as discussões são sobre quais as possibilidades para a região, incluindo até onde podem ir a energia eólica e solar individualmente ou como soluções híbridas para preencher essa lacuna deixada pelo rio. Segundo Kaufman, a perda do Rio São Francisco como elemento importante na geração de energia elétrica é um dos temas que ganharam destaque em painéis que reúnem grandes autoridades do setor e precisa ser explorado e debatido à medida em que se busca soluções eficientes para suprir essa demanda.

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