Petrobras fica com lucro líquido de R$4,7 bilhões no primeiro semestre de 2017

Redução na dívida da estatal em 2% passando de R$ 385,784 bilhões bruto para R$ 376,587 bilhões

Ag. Petrobras

A Petrobras apresentou resultados financeiros nesta quinta-feira referentes ao segundo trimestre e primeiro semestre de 2017.

O lucro líquido do primeiro semestre ficou em R$ 4,765 bilhões, ante um prejuízo de R$ 876 milhões no mesmo período do ano anterior. O aumento foi justificado por aumento de R$ 9,554 bilhões na receita com exportações devido aos maiores volumes e preços de petróleo; ganho de R$ 6,977 bilhões apurados na venda da participação na Nova Transportadora do Sudeste (NTS); redução de 68% nos custos exploratórios e de 16% nas despesas de vendas, gerais e administrativas. retração de 7% nas vendas de derivados no mercado interno e menores gastos com importações; gastos com adesão aos Programas de Regularização de Tributos Federais (R$ 6,234 bilhões; maiores gastos com participações governamentais devido ao aumento da cotação do Brent; e provisão para perdas com recebíveis referentes ao navio-sonda Vitória 10.000 (R$ 818 milhões).

O lucro líquido do segundo trimestre permaneceu no mesmo patamar em relação a igual período do ano anterior (2T-2016), refletindo as menores margens de derivados, a diminuição do volume vendido e redução das despesas operacionais.

O aumento de 6% no EBITDA Ajustado no 1S-2017, para R$ 44,348 milhões, em função das menores despesas operacionais e dos menores gastos com importações. A Margem do EBITDA Ajustado foi de 33%.

No 1S-2017 o Fluxo de Caixa Livre atingiu R$ 22,722 bilhões, 70% acima do registrado no 1S-2016. Esse resultado reflete a combinação entre a melhora da geração operacional e a redução de investimentos. Fluxo de Caixa Livre foi positivo pelo nono
trimestre consecutivo.

Em relação a 31.12.2016, houve redução do endividamento bruto em 2%, passando de R$ 385,784 bilhões para R$ 376,587 bilhões, e do endividamento líquido em 6%, passando de R$ 314,120 bilhões para R$ 295,300 bilhões.

Em dólares, o decréscimo foi de 7% no Endividamento líquido (US$ 7.118 milhões), que passou de US$ 96.381 milhões em 31.12.2016, para US$ 89.263 milhões em 30.06.2017. Além disso, a gestão da dívida possibilitou o aumento do prazo médio do endividamento de 7,46 anos, em 31.12.2016, para 7,88 anos, em 30.06.2017.

Redução do índice dívida líquida sobre LTM EBITDA Ajustado de 3,54 em 31.12.2016, para 3,23 em 30.06.2017. Neste mesmo período, a Alavancagem reduziu de 55% para 53%.

O efetivo de pessoal da Companhia em 30.06.2017 foi de 63.152 empregados, uma redução de 18% em comparação a 30.06.2016, em função do plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV).

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras, no 1S-2017 foi de 2.791 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2.671 mil boed no Brasil, 6% acima do registrado no 1S-2016.

Durante o 2T-2017, teve início a operação da plataforma P-66, na área de Lula Sul, no pré-sal da Bacia de Santos e, em junho, foi atingido recorde de produção operada de petróleo e gás natural na camada pré-sal de 1.686 mil boed. Além disso, houve menores gastos com ociosidade de sondas.

No 1S-2017, a produção de derivados no Brasil apresentou queda de 7% quando comparado ao 1S-2016, totalizando 1.805 mil barris por dia (bpd), enquanto as vendas de derivados no mercado doméstico atingiram 1.943 mil bpd, uma queda de 7%.

A Companhia manteve sua posição de exportadora líquida, com saldo de 401 mil bpd no 1S-2017 (vs. 62 mil bpd no 1S-2016), em função do aumento das exportações de petróleo e derivados em 48% e da redução das importações em 25%, em comparação com
o 1S-2016.

Contribuíram para a redução nas importações no 1S-2017 o aumento da participação de óleo nacional na carga processada e do gás natural doméstico no mix de vendas.

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