Petrobras recupera prejuízo e reduz dívida em 5% para R$ 364,8 bilhões no 1T17

O EBITDA, referência bastante utilizada pelo mercado financeiro como uma aproximação da geração de caixa, foi de R$ 25,2 bilhões no 1T17

Alexandre Brum

A Petrobras conquistou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2017, conforme divulgou a estatal há pouco na sede no Rio de Janeiro, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior em R$1,2 bilhões. Esse resultado reflete o destacado desempenho operacional da companhia, apesar da menor demanda por derivados no mercado brasileiro.

O bom desempenho do trimestre foi alcançado por meio de menores gastos com importação de petróleo e derivados, em função da maior participação do óleo nacional na carga processada e da maior oferta de gás natural nacional, assim como menores despesas com vendas, gerais e administrativas. Além disso, houve redução das despesas financeiras líquidas e dos menores gastos com baixas de poços secos/subcomerciais.

Em termos operacionais, a Petrobras registrou produção total de petróleo e gás natural de 2.805 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). Foram produzidos 2.248 mil barris por dia (bpd) de petróleo, sendo 2.182 mil bpd no Brasil, 10% acima do 1T16.

As vendas de derivados no mercado doméstico foram impactadas pela retração da demanda e pela concorrência mais acirrada com os demais players, atingindo 1.951 mil bpd, uma queda de 5% em comparação com o 1T16. Já as exportações de petróleo e derivados aumentaram 72%, para 782 mil bpd, e se beneficiaram de um preço médio do Brent mais elevado e da valorização do óleo nacional. As importações de petróleo e derivados, por sua vez, reduziram 40% e alcançaram 290 mil bpd. Esses fatores resultaram em uma exportação líquida de 489 mil bpd.

Com a maior geração operacional e a redução de investimentos em 34% em relação ao 1T16, a companhia alcançou um fluxo de caixa livre de R$ 13,4 bilhões. O 1T17 foi o oitavo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre positivo, demonstrando o compromisso da companhia com a disciplina de capital.

A continuidade de uma gestão ativa da dívida possibilitou o alongamento do prazo médio de 7,46 anos, em 31/12/2016, para 7,61 anos, em 31/03/2017, bem como a redução do endividamento bruto em 3%, em dólares, atingindo US$ 115,1 bilhões ao final do 1T17.

O EBITDA, referência bastante utilizada pelo mercado financeiro como uma aproximação da geração de caixa, foi de R$ 25,2 bilhões no 1T17, 19% superior ao mesmo período do ano anterior, tendo alcançado a expressiva margem de 37%.

Com isso, a métrica financeira Dívida líquida/EBITDA ajustado traçada pela Petrobras no seu Plano de Negócios e Gestão foi reduzida de 3,54, ao final de 2016, para 3,24, em 31/03/2017, em tendência convergente para a meta de 2,5 no fim de 2018.

O endividamento bruto caiu 5%, passando de R$ 385,8 bilhões, em 31/12/2016, para R$ 364,8 bilhões, em 31/03/2017. Já o líquido reduziu 4%, passando de R$ 314,1 bilhões para R$ 301,0 bilhões.

Em dólares, o decréscimo foi de 1% no endividamento líquido, que passou de US$ 96,4
bilhões em 31/12/2016, para US$ 95,0 bilhões em 31/03/2017.

A gestão da dívida possibilitou o aumento do prazo médio do endividamento de 7,46 anos, em 31/12/2016, para 7,61 anos, em 31/03/2017.
O efetivo de pessoal da companhia em 31/03/2017 foi de 65.220 empregados, uma redução de 17% em comparação ao 1T16, em função do Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV).

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