Petrobras tem lucro de R$5,3 bi e se prepara para elaborar Plano de Negócios -2015/2019

Resultados estavam dentro das estimativas da estatal

Petrobras

Conforme o prometido pela nova diretora, logo depois do fechamento dos mercados, a Petrobras divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2015.

A grande expectativa era para o lucro líquido, que ficou em R$ 5,33 bilhões, ante os R$5,39 bilhões de igual período do ano passado, quando tinha início as investigações na “Operação Lava Jato”, e dentro do previsto pela nova diretoria.

Já o lucro operacional de R$ 13,3 bilhões e um Ebitda ajustado de R$ 21,5 bilhões, números 76%  e 50%, respectivamente,  superiores aos do primeiro trimestre de 2014.

Este resultado foi explicado, sobretudo,  pela maior  produção  de  petróleo,  pelas  maiores margens nas vendas de combustíveis  no Brasil e pelos menores gastos com participações governamentais e importações.

O lucro bruto foi superior em 17% (R$ 3,247 bilhões), com destaque para: receita de vendas de R$ 74.353 milhões, 9% inferior, refletindo: redução nos  preços das exportações e dos derivados no mercado interno atrelados ao mercado  internacional, em decorrência das menores cotações internacionais de petróleo (redução de 50% no Brent), compensados parcialmente pela depreciação do real frente ao dólar (21%), bem como pelos maiores preços de diesel e gasolina, refletindo o reajuste de preços ocorridos em 7 de novembro de 2014; e menor demanda de derivados no mercado interno (6%), principalmente nafta petroquímica (30%), diesel (4%) e gasolina (5%), refletindo o menor nível de atividade econômica.

Esses fatores foram compensados parcialmente pelo maior volume de petróleo exportado (44%).
Custo dos produtos vendidos de R$ 51,9 bilhões, 17% inferior, refletindo: menores  gastos  com  importações e participações governamentais, influenciados  pela   redução  das cotações internacionais de petróleo (50%), compensados parcialmente pela depreciação do real frente ao dólar (21%); e redução no volume de vendas de derivados no mercado interno, menor processamento de petróleo importado e menor participação de derivados importados no mix das vendas.

Lucro antes do resultado financeiro, participações e impostos ficou R$ 13,3 bilhões, superior em R$ 5,7 bilhões, devido ao maior lucro  bruto,  ao  provisionamento,  no  1T-2014, do Programa  de  Incentivo ao Desligamento Voluntário (R$  2,3 bilhões) e à reversão de provisão para perdas com recebíveis do setor elétrico (R$ 1,2 bilhão).

Resultado financeiro líquido ficou de R$ 5,6 bilhões, superior em R$ 5,4 bilhões perda cambial decorrente da maior depreciação de 20,8% do real em relação ao dólar (apreciação cambial de 3,4% no 1T-2014) sobre a exposição passiva líquida em dólar, já considerados os efeitos do hedge accounting,

Em coletiva de imprensa realizada na sede da companhia no Rio de Janeiro, a diretoria considerou os resultados satisfatórios e já afirmou que todas as oportunidades estão sendo avaliadas e para 2015, os aportes conquistados estão dando suporte. Além disso, na última semana deste mês será realizada uam reunião para discutir o novo Plano de Negócios – 2015/2019.

Fluxo de caixa

O  saldo  de  caixa  em  31  de  março  de  2015,  reduziu  22%  em  relação  a  31  de  dezembro  de  2014 e as disponibilidades  ajustadas   reduziram 1%. A principal necessidade de recursos em 2015 foi para financiar os  investimentos em áreas de negócio e cumprir com o serviço de suas dívidas do período. Tais recursos foram proporcionados por uma geração de caixa operacional de R$16,4 bilhões  e utilização do saldo de disponibilidades  ajustadas. O saldo de disponibilidades  ajustadas  foi impactado positivamente em 2015 pelo efeito da variação do câmbio sobre as aplicações no exterior.

A geração operacional de caixa aumentou 74% em relação a 2014, principalmente motivada pelo aumento no lucro bruto e redução dos estoques e do saldo de contas a receber.

Os investimentos nos negócios da companhia foram 13% inferiores em 2015, com destaque para o recuo nos investimentos na área de abastecimento. A companhia também realizou amortizações líquidas de principal e juros no 1T-2015, principalmente em função de restrições em seu acesso aos mercados de capitais.

Em  função das restrições em fontes  de  financiamento, complicações relacionadas  à  insolvência  de  fornecedores e a ausência de fornecedores qualificados, principalmente em  função das investigações da “Operação Lava Jato”,  a  companhia determinou recentemente a postergação de determinados projetos por um extenso período. A companhia considera utilizar fontes tradicionais de financiamento (bancos, Export Credit Agencies – ECAs e mercado de capitais) para captar os recursos necessários em 2015. Além disso, o programa de desinvestimento de US$ 13,7 bilhões contribuirá para o suprimento das necessidades de liquidez.

Em linha com seus objetivos estratégicos, a Petrobras atua de forma associada com outras empresas em joint ventures, no Brasil e no exterior, como concessionária de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural.

No  1T-2015, os investimentos foram totalizados de R$17,8 bilhões, direcionados ao aumento da  capacidade produtiva e à modernização e ampliação do parque de refino.

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