Petroleiros de braços cruzados prometem endurecer

FUP: início de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente para barrar o projeto e impedir o desmonte da Petrobras

Greve Nacional

Os petroleiros de todo o país deram início à 0h hoje (24) à paralisação nacional de 24 horas, interrompendo as atividades nas unidades operacionais e administrativas do Sistema Petrobras.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve decorre da necessidade de chamar a atenção da Petrobras sobre a gravidade do atual momento político do país e dos riscos que a categoria sofre em função dos cortes e da venda de ativos aprovados pelo Conselho de Administração da estatal, além da discussão do Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que propõe reduzir a participação da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo na camada do pré-sal.

A FUP informou que a greve nacional de hoje é apenas “o início de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente para barrar o projeto e impedir o desmonte da Petrobras, caso a empresa siga adiante com o novo Plano de Gestão e Negócios, que pretende cortar 89 bilhões de dólares em investimentos e em despesas, além de colocar à venda US$ 57 bilhões de ativos da companhia”.

Segundo a assessoria da FUP, a paralisação conta com a adesão dos trabalhadores das áreas administrativa e de operação. “Nas áreas operacionais, houve corte no processo de rendição das refinarias, nos terminais da Transpetro e nas usinas de biodiesel e termoelétricas.”

“Como não houve troca de turno, os funcionários que se encontram nas unidades operacionais da estatal estão fazendo apenas operação padrão”. Segundo a FUP, após a greve, que terminará à 0h de sábado (25), “os trabalhadores darão início a um processo de avaliação dos rumos do movimento e do alcance da paralisação”. As informações são da Ag. Brasil.

Confira o movimento atualizado às 13h20:

NF– Nas bases de Terra do Norte Fluminense, a paralisação começou no Terminal de Cabiúnas, às 23h30, quando os trabalhadores entregaram a produção da unidade. O acesso à carga de gás do terminal também está bloqueado.

Na Bacia de Campos, 25 plataformas aderiram à greve e, até o momento, 17 delas entregaram a operação das suas unidades. São elas: PCH-1, PVM-3, P-65, P-63, P-55, P-48, P-47, P-37, P-33, P-26, P-20, P-19, P-18, P-15, P-09, P-08, P-07. Um total de 25 plataformas estão no movimento.

SP – No estado de São Paulo, todas as unidades operacionais como as refinarias Replan e Recap, assim como os terminais da Transpetro em Barueri, Recap, São Caetano, Guararema, Guarulhos e Usinas Termoelétricas estão paralisadas. Nestas unidades, houve corte de rendição nos turnos e atrasos de duas horas na entrada do expediente dos trabalhadores terceirizados que atuam na manutenção. Nas áreas administrativas, a greve também teve adesão de trabalhadores próprios e terceirizados. No OSBRA, a greve segue forte com adesão de 99% dos trabalhadores dos terminais de Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia, Senador Canedo e Brasília.

Duque de Caxias – Nas unidades da Reduc, Terminal de Campos Elíseos (TECAM) e Usina Termoelétrica Governador Leonel Brizola, o corte de rendição começou às 23h de ontem. O Sindipetro Caxias montou um acampamento na frente destas unidades, onde estão sendo realizadas diversas mobilizações de conscientização sobre a importância da greve. Em solidariedade à paralisação dos petroleiros, também estão presentes no movimento diversos integrantes de movimentos sociais, estudantis e de outras categorias.

MG – Em Minas Gerais, não houve troca de turno nas unidades da Refinaria Gabriel Passos (Regap), na Termoelétrica Aureliano Chaves, na Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros e no terminal da Transpetro em Juiz de Fora. A paralisação começou às 23h30 de ontem. A greve também teve adesão de trabalhadores das áreas operacionais e administrativas destas unidades. Na manhã de hoje, o Sindipetro MG realiza um ato na frente da refinaria.

ES – No Espírito Santo, todas as unidades operacionais tiveram corte de rendição à zero hora de hoje. Os trabalhadores da UTG, em Linhares, da UTG-SUL, em Anchieta, dos terminais da Transpetro Barra do Riacho, em Aracruz e do TEAVIT, em Vitória, não fizeram a troca de turno e estão realizando apenas as operações padrão. O pátio de estocagem de equipamento de apoio marítimo (TINS) às plataformas do estado também está paralisado. No EDIVIT, edifício sede da Petrobras em Vitória, a paralisação começou às 5h de hoje. Em todas as unidades do estado, a greve teve adesão de trabalhadores próprios e terceirizados.

PR/SC – No Paraná, o movimento de greve está forte na Repar, nos terminais da Transpetro (Six, Tepar, Teguacu , Tefran, Tejai e Temirim), assim como nas unidades administrativas, com adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados. Na Fafen-PR, a paralisação começou às 23h30 de ontem.

RS – Houve corte de rendição e os trabalhadores não fizeram a troca de turno na Refap. Até o fechamento deste informe, não obtemos informações sobre o movimento de greve nos terminais da Transpetro no estado.

PE/PB – Em Pernambuco, a paralisação começou forte no Terminal de Suape.

BA – Na Bahia, a paralisação acontece em todas as unidades do estado: campos de Candeias, Santiago, Bálsamo, Taquipe, Araçás/Imbé, Buracica, Miranga, assim como na PBIo, Fafen, UTE, Arembepe, UTe Rômulo Almeida, Ute Muricy, UTE Bahia 1, Transpetro, Bacam Gascac , RLAM, conjunto Pituba, COFIP, Universidade Petrobras e UTE Celso Furtado. A paralisação foi aderida por trabalhadores próprios e terceirizados. O corte de rendição também começou à zero hora.

CE -No Ceará, os trabalhadores não estão emitindo permissão de trabalho (PTs) nas plataformas marítimas, na Petrobras Biocombustível (PBIO), na Lubnor e no terminal da Transpetro. A greve foi aderida por trabalhadores das áreas operacionais e administrativas.

RN – No Rio Grande do Norte, todas as bases estão paralisadas. Na sede administrativa da Petrobras em Natal, a greve teve adesão de 90% dos trabalhadores próprios e terceirizados, assim como na mesma unidade de Mossoró. Na manhã de hoje, representantes do Sindipetro RN fizeram um bloqueio na BR 304, que dá acesso a essa base. Nas plataformas do estado, o movimento de greve também é intenso e houve suspensão de Permissões de Trabalho (PTs) desde às 7h desta sexta.

No Pólo de Guamaré, local que recebe e processa toda produção de petróleo do estado, houve corte de rendição e, os trabalhadores que permanecem nas unidades, efetuam apenas as operações padrão.

AM – No Amazonas, a greve começou na principal unidade do estado, que é a Refinaria de Manaus (Reman), onde a rendição foi cortada desde às 23h de ontem. Nas demais unidades do estado como Serviço Compartilhado, Terminal sede da Transpetro e DGN,Terminal Aquaviário de Coari e sede da Engenharia, a greve também foi aderida por trabalhadores próprios e terceirizados das áreas operacionais e administrativas.
Os informes da greve serão atualizados ao longo do dia, conforme o FUP

Petrobras

A Petrobras divulgou a seguinte nota:

Em função da greve de 24 horas prevista para ter início à meia-noite desta sexta-feira (24/07), informamos que, em algumas unidades, houve registro de bloqueios na entrada dos empregados, gerando atrasos, assim como corte de rendição de turno.

Nossas atividades estão dentro da normalidade, sem prejuízo à produção, estando preservada a segurança das instalações e dos trabalhadores.

Tomamos todas as medidas para garantir a manutenção da produção de petróleo e gás, bem como o abastecimento do mercado.

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