Petróleo WTI fecha em baixa de 2,15% pela 8ª semana seguida com China

Desaceleração na China: retração da atividade manufatureira não vista no país asiático desde 2009

China e o petróleo

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em baixa de 2,15%, cotado a US$ 40,45, em um dia que chegou a ficar abaixo da barreira dos US$ 40 pela primeira vez desde 2009, registrando a oitava semana consecutiva de queda.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do petróleo WTI para entrega em outubro, que passaram a ser referência a partir de hoje, caíram US$ 0,87 em relação ao fechamento de ontem.

O petróleo de referência nos Estados Unidos segue em queda livre e fechou a semana com uma queda acumulada de 4,1%, a oitava semana consecutiva de perdas, algo que não ocorria desde 1986.

Os analistas atribuíram a nova redução às dúvidas despertadas pela economia chinesa, segundo maior consumidor energético do mundo, que voltaram a causar pânico nos mercados financeiros.

Foi divulgado hoje o índice geral de compras (PMI) do setor industrial chinês em agosto, elaborado pela revista financeira “Caixin”, que mostrou uma retração da atividade manufatureira não vista no país asiático desde 2009.

A incerteza sobre a China se soma aos problemas provocados pelo excesso de oferta do produto no mercado, enquanto os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) segue sem fechar um acordo para reduzir a extração.

Os contratos de gasolina para entrega em setembro subiram US$ 0,01, a US$ 1,54 o galão (3,78 litros). Os de gasóleo para calefação para entrega no mesmo mês também caíram US$ 0,03, a US$ 1,46 o galão.

Já os contratos de gás natural, também para entrega em setembro, recuaram US$ 0,08 e fecharam em US$ 2,67 por cada mil pés cúbicos.

Com Ag.EFE

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