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Prédios de SP reduzem consumo d’água

Um “raio-x” sobre o consumo de água nos condomínios de São Paulo aponta que 58% deles conseguiram economizar em dezembro, na comparação com a média entre fevereiro de …

Um “raio-x” sobre o consumo de água nos condomínios de São Paulo aponta que 58% deles conseguiram economizar em dezembro, na comparação com a média entre fevereiro de 2013 e janeiro e 2014.

O levantamento foi feito pela Lello, empresa líder em administração condominial no Estado, com base em 1,7 mil empreendimentos residenciais, dos quais 1,3 mil estão situados na capital paulista e os demais, no Grande ABC, Campinas, Guarujá e Bertioga.

Segundo a administradora, 23% dos condomínios não fizeram economia e os demais 19% tiveram aumento no consumo de água em dezembro.

Nos condomínios que conseguiram reduzir o consumo de água o valor economizado foi de R$ 1,6 mil, em média, na comparação com a média de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

O valor médio da conta de água os condomínios administrados pela empresa foi de R$ 3.016,00 em condomínios “clássicos”, com 58 apartamentos, em dezembro/2014, contra R$ 3,8 mil entre fevereiro de 2013 e janeiro do ano passado.

Segundo a Lello, a água representa a segunda maior despesa de um condomínio, respondendo por 15% a 17% da cota paga mensalmente pelos moradores. A maioria dos prédios não tem hidrômetro individual nos apartamentos, rateando a despesa de água entre todos.

Para Angélica Arbex, gerente de Relacionamento com o Cliente da Lello Condomínios, é preciso um esforço ainda maior de sensibilização dos moradores para que os condomínios possam economizar ainda mais diante da grave crise hídrica pela qual passa o Estado.

“A dificuldade de fazer economia nos condomínios é maior porque o maior gasto está relacionado aos apartamentos, e os moradores não têm informação sobre o consumo do prédio. Nesse sentido, reduzir o consumo vai depender muito do engajamento e de políticas de conscientização, para que os condôminos entendam o real benefício, do bônus que será alcançado”, diz Angélica.

“É completamente diferente o comportamento do morador de uma casa, que paga a conta da Sabesp e acompanha o consumo na ponta do lápis, em relação ao que mora em condomínio, que paga a conta de água, na grande maioria das vezes junto da cota condominial, seja com leitura individual ou não. O morador do condomínio só percebe o problema quando falta água, e isso é muito ruim”, diz Raquel Tomasini, gerente de Produtos e Parcerias da Lello.

A empresa preparou uma série de dicas, encaminhadas aos condomínios que administra, para que os moradores possam colaborar na economia de água, ajudando, assim, a reduzir o valor do condomínio mensal que estão disponíveis no site.

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