Presidente EPE admite adiar para 2016 leilão da Hidrelétrica de Tapajós

Executivo admitiu que, “como a palavra final é da área ambiental”, há risco de a construção da hidrelétrica não ocorrer

Maurício Tolmasquim

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, informou nesta terça-feira que o leilão para construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, deve ficar para 2016. Tolmasquim participou, no Rio de Janeiro, do segundo dia do seminário ‘Gas Summit Latin America’.

Segundo Tolmasquim, problemas ambientais envolvendo a questão indígena têm dificultado o licenciamento para o projeto de Tapajós. “A gente tem de aguardar para ver se resolve.”

O presidente da EPE admitiu que, “como a palavra final é da área ambiental”, há risco de a construção da hidrelétrica não ocorrer. “Acreditamos que, em termos de suprimento do Brasil, é importante que a usina seja construída”, argumentou.

Maurício Tolmasquim informou que o projeto já foi “bastante mexido” e não vê o que poderia ser alterado. Acrescentou, no entanto, que a EPE analisará qualquer nova sugestão.

Para o presidente da EPE, diante do ambiente econômico desfavorável, os preços da energia podem ficar mais caros para o consumidor no médio prazo. Explicou que o preço da energia nos leilões sempre reflete as condições de mercado.

“Ela (remuneração) tem de ser justa com o investidor e o consumidor. Se você põe um preço muito mais baixo para remunerar o investidor, esvazia o leilão e falta energia. Se você der muito mais alto, tem problema. Então, tem de ser uma remuneração justa.”

De acordo com Tolmasquim, no leilão A-5 de abril,  a EPE já fez isso. Acrescentou que o preço fixado na operação considerou a variação cambial, a taxa de retorno e mudança no financiamento. Essas três variáveis já estão internalizadas no preço. Como há competição nos leilões, se o preço estiver pouco acima ou abaixo a própria concorrência levará ao preço ajustado.”

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