Queda no consumo de energia foi de 1,5% em junho, mostra CCEE

Já na geração o recuo foi de 1,9% no mesmo mês

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Conforme os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 16 de junho a redução no consumo (-1,5%) e geração (-1,9%) de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo mês de 2014. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise do desempenho da geração de energia aponta a entrega de 58.440 MW médios ao Sistema Interligado Nacional – SIN, em junho. O destaque segue para a produção das usinas eólicas, com 2.173 MW médios, montante 68,3% maior que o registrado no ano passado. Já as usinas hidráulicas produziram 39.241 MW médios, uma queda de 5,5%, e representaram 67,1% de toda a geração de energia no país, índice 2,6 ponto percentual inferior ao registrado em 2014.

O consumo de energia elétrica somou 56.589 MW médios, com redução tanto no mercado cativo – ACR, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, quanto no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual os consumidores compram energia diretamente dos fornecedores. O consumo cativo, por sua vez, registrou 42.340 MW médios, uma redução de 1,2%, enquanto a queda entre os agentes livres foi de 2,5%, com 14.249 MW médios consumidos.

Na análise do consumo pelos segmentos industriais que adquirem energia no Ambiente de Contratação Livre – ACL, os setores de extração de minerais metálicos (+5,1%), telecomunicações (+4,2%), transportes (+4,2%) e madeira, papel e celulose (+1,7%) foram os únicos que tiveram aumento do consumo no período. Os demais ramos da indústria registraram queda, com maior redução no de bebidas (-16,8%), saneamento (-14,8%) e veículos (-11,6%).

Houve queda, ainda, na geração (-1,2%) e no consumo (-4,8%) de energia dos agentes autoprodutores – ou seja, empresas que, devido à grande demanda por eletricidade, investem em usinas próprias. Mesmo diante desse cenário, destaca-se o consumo das empresas autoprodutoras que atuam no segmento de madeira, papel e celulose com expressivo aumento de 63,3%. Os setores de extração de minerais metálicos (+13%), transportes (+10,6%) e químico (+10,2%) também registraram aumento no consumo de energia no período.

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