Racha político pesa na Bovespa e IEE perde 1,43%

Um dos piores volumes de negócios do ano, R$4,7 bilhões

Arquivo: UI

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou a semana com desvalorização de 0,47%. Nesta sexta-feira, o Ibovespa recuou 1,37% aos 52.341 pontos, com os investidores mantendo a aversão com o quadro político ainda mais complicado com a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) em romper com o governo federal.

Na semana, o IEE ganhou 0,67% e nesta sessão, o recuo foi de 1,43% aos 30.564 pontos. O giro financeiro da Bovespa foi de R$4,7 bilhões.

“A semana começou com a incerteza na Grécia, que aparentemente está resolvida. Em seguida, as atenções estavam para o Federal Reserve, que vai mesmo aumentar a taxa de juros. Até aí, o mercado seguia com volatilidade e baixo volume. Hoje, o que se viu no quadro político acabou por aumentar o estresse. A Vale recuou, que já vinha sendo penalizada pelos preços do minério e com a economia da China. A Petrobras caiu bastante e segue no turbilhão de discussões com a Lava Jato, além do  pagamento de multa à Receita Federal”, pontuou o superintendente da corretora Souza Barros, Ricardo Pinto Nogueira.

A Petrobras anunciou o pagamento de R$1,6 bilhão de multa à Receita Federal com prejuízos fiscais. A petroleira explicou que o pagamento será reconhecido nas demonstrações financeiras do segundo trimestre.

O viés para a semana, de acordo com Nogueira, é de mais cautela e com volume de negócios em baixa. “Há tempos não se via um giro financeiro muito baixo como os dessa semana, principalmente o de hoje. Isso mostra que não é hora de sair para comprar”, finalizou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha anunciou o rompimento com o governo a poucas horas de fazer um pronunciamento em cadeia nacional de TV, previsto para as 20h30 de hoje. O anúncio ocorreu um dia após ele ter sido citado pelo empresário Julio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato. Segundo depoimento, Cunha teria pedido US$ 5 milhões em propina.

Depois da decisão, o presidente da Câmara disse que, como político, tentará no Congresso do PMDB, em setembro, convencer a legenda a seguir o mesmo caminho. Cunha informou que, apesar da posição, manterá a condução da Câmara dos Deputados “com independência”.

Em depoimento ontem (16) ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, Júlio Camargo afirmou que o deputado recebeu US$ 5 milhões em propina para viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras para a empresa Toyo Setal.

Hoje cedo, Cunha reafirmou que há uma tentativa por parte do governo de fragilizá-lo. “Está muito claro para mim que esta operação [Lava Jato] é uma orquestração do governo.”

A liderança do PMDB na Câmara dos Deputados disse hoje, em nota à imprensa, que vai pedir, após o recesso parlamentar, uma reunião das instâncias superiores do partido para tratar da decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de romper politicamente com o governo da presidenta Dilma Rousseff.

Entre as altas no IEE estavam as ações da Coelce PNA (0,02% a R$40,90); e Trans Paulista PN (0,81% a R$41,00).

Na contramão no IEE estavam as ações da Alupar UNT (-3,45% a R$16,51); CPFL Energia ON (-1,07% a R$19,44); Eletrobras PNB (-2,40% a R$8,55); e Eletropaulo PN (-2,52% a R$17,40).

Carteira teórica

Na carteira teórica do Índice Bovespa que passa a vigorar a partir de 05 de maio de 2015 a 4 de setembro de 2015 estão: Itauunibanco PN (11,144%), Bradesco PN (8,440%), Ambev S/A ON (7,378%), Petrobras PN (5,687%) e Petrobras ON (4,166).

Com Ag. Brasil

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia