Setor energético ganhará mais reforço com novo pacote de leilões, diz Eduardo Braga

Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, poderá entrar ainda nesta rodada

Ministro Eduardo Braga

O governo federal prepara mais um pacote de medidas e desta vez será para o setor de energia elétrica, afirmou o ministro de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga.

No próximo dia 07 de julho será lançada a 13ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios de Petróleo e Gás natural, estratégia que tem como meta alavancar o crescimento da economia, de acordo com o ministro.

Já para 4 de agosto será lançado o pacote de novos leilões do setor elétrico e o governo anunciará investimentos para os próximos quatro anos.

“Estamos com bastante esperança e otimismo. Vamos lançá-lo no dia 7 de julho, com a presidenta Dilma presente, aqui em Brasília, no Palácio do Planalto, para que possamos oficialmente dar partida à décima terceira rodada”, disse Braga, após reunião com o presidente em exercício Michel Temer. O leilão será em outubro e a expectativa do governo é arrecadar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.

Nesta semana, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) formalizou a autorização para a rodada de leilões no Diário Oficial da União. Serão licitados 266 blocos, num total de 125 mil quilômetros quadrados. Também serão ofertados 11 campos marginais.

Para o anúncio do setor elétrico, Braga disse que a licitação de construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, poderá entrar ainda nesta rodada.

Na terça-feira (09), o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disse que o leilão de Tapajós deve ficar para 2016 por problemas como licenciamento ambiental da usina.

“Esperamos, sim, que [Tapajós] esteja no pacote de agosto. Agora no mês de junho estamos finalizando a entrega de todas as documentações de estudo de impacto ambiental. Estamos trabalhando muito para que o diálogo e a construção de uma política de compensações ambientais e sociais possam acontecer com os [indígenas do Vale do Tapajós] mundurukus de forma diferente de Belo Monte”, disse Eduardo Braga referindo-se ao impasse com as comunidades indígenas da região, que rejeitam a construção da usina.

Com Ag. Brasil

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