Sistema elétrico brasileiro segue equilibrado para carga prevista em 64 mil MW

Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do SIN melhoraram em relação ao mês anterior

Empreendimentos

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2015, de 64.017 MW médios de energia.

O Sistema Interligado Nacional – SIN, dispõe das condições estruturais para o abastecimento do País, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 8.213 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a projeção de demanda. Em 2015, entraram em operação 3.626 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos, dos quais 611 MW desde a última reunião deste Comitê, conforme listado (tabela acima).

Segundo informações do CEMADEN e INPE/CPTEC, no mês de julho de 2015, predominaram chuvas acima da média na região Sul e nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Assim, as bacias hidrográficas do subsistema Sul, bem as bacias dos rios Paraná, Paranapanema, Tietê e Paraíba do Sul apresentaram chuvas acima da média. Nas demais regiões do país predominaram chuvas abaixo da média histórica, fazendo com que as bacias dos rios Grande e Paranaíba, e as bacias dos subsistemas Norte e Nordeste apresentassem o mesmo comportamento. Em consequência, as afluências verificadas em julho foram 133%, 50%, 259% e 84% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente.

Considerando-se a evolução das condições hidroenergéticas do SIN, com a expectativa de ser atingir níveis de armazenamento da ordem 30% nas regiões Sudeste/Centro Oeste, ao final de novembro de 2015, o CMSE deliberou pelo desligamento das usinas térmicas com custo variável unitário (CVU) acima de R$600/MWh, despachadas por segurança energética, que corresponde a uma redução de geração da ordem de 2000 MW médios de energia.

O ONS deverá continuar efetuando o acompanhamento das condições hidroenergéticas do SIN visando, em função da sua evolução, propor ao CMSE a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do SIN.

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de agosto de 2015, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 82 séries de energias afluentes observadas no histórico, considerando o despacho das térmicas por ordem de mérito, obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia iguais a 1,2% e 0,0%, respectivamente para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Considerando, agora, o despacho das térmicas até o CVU de R$600/MWh, os valores para o risco de qualquer déficit de energia passam para 0,0% nas duas regiões. Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do SIN melhoraram em relação ao mês anterior.

Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como aquelas adotadas em 2014, buscando preservar os estoques nos principais reservatórios de cabeceira do SIN.

Além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia