UNICA revela frustração com decisão dos EUA sobre biocombustíveis

Entidade diz que continuará desempenhando um papel ativo no processo regulatório do RFS

Cana e o combustível

Apesar de estar decepcionada com a decisão da  Agência de Proteção Ambiental Americana (em inglês, EPA), divulgada na última semana, de reduzir significativamente os volumes de biocombustíveis avançados do seu programa de Padrão de Combustíveis Renováveis (em inglês, Renewable Fuels Standard-RFS), os volumes de importação de biocombustíveis renováveis projetados para 2015, superior ao de 2014, e a projeção para 2016, bem acima de 2015, comparados à legislação original, foram considerados satisfatórios pela UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

“Essa demanda abre portas para o acesso permanente dos Estados Unidos ao etanol de cana-de-açúcar brasileiro, um dos biocombustíveis mais limpos comercialmente disponíveis hoje”, diz Elizabeth Farina, presidente da UNICA.

A EPA reconhece o etanol brasileiro como um biocombustível avançado, já que reduz os gases de efeito estufa em mais de 60% em relação à gasolina.

“A participação do etanol brasileiro nos Estados Unidos ainda é modesta, mas tem capacidade para suprir o mercado norte-americano com combustível renovável limpo”, afirma Farina.

Nos últimos três anos, o Brasil exportou mais de 1 bilhão de galões ou aproximadamente 4 bilhões de litros de etanol para os Estados Unidos. Nesse período, o combustível brasileiro representou apenas 2% de todo combustível renovável consumido pelos americanos, mas forneceu quase 15% de toda a oferta de biocombustível avançado dos EUA.

A UNICA continuará desempenhando um papel ativo no processo regulatório do RFS, atuando como fonte de informação crível sobre a eficiência e a sustentabilidade do etanol de cana-de-açúcar. Da mesma forma, o Brasil continuará sendo um parceiro forte e confiável, ajudando os Estados Unidos a cumprir suas metas de energia limpa.

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