Alterações no Proesco foi importante mas totalmente adequada, diz ABESCO

Tempo de aprovação de um projeto continuará levando tempo

Energia garantida

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) comemora as mudanças realizadas na linha de financiamento Proesco, mas ressalta que ainda não é totalmente adequada para o setor. Pontos como o valor mínimo de R$ 5 milhões para operações, o foco em sistemas de cogeração (produção simultânea de duas ou mais formas de energia a partir de um único combustível) para processos produtivos e a complexidade dos trâmites burocráticos ainda causam preocupação.

“Sem dúvida houve um avanço enorme para o setor de eficiência energética com as alterações no Proesco, a começar pela manutenção da linha atendendo Escos (empresas de serviços de conservação de energia) e clientes finais e o incremento por meio das operações indiretas. No entanto, o valor mínimo de R$ 5 milhões ainda é alto para grande parte dos projetos no País. Para operações indiretas o teto deveria ser de R$ 1 milhão para criar um maior volume de projetos junto aos agentes repassadores, deixando as operações diretas nesse patamar de R$ 5 milhões.

Considerando que não houve nenhuma alteração no volume de documentação, o tempo de aprovação de um projeto continuará levando em média mais de 12 meses para operações diretas. Esperamos que para operações indiretas haja uma agilidade enorme e o prazo seja de poucos meses”, explica o presidente da ABESCO, Rodrigo Aguiar.

Outro ponto questionado pela Associação é o foco em sistemas de cogeração para processos produtivos. Para Aguiar, existem outros sistemas maduros e com mais oportunidades de projetos que acabam não sendo citados nesse escopo. “O país possui um parque fabril sucateado e a modernização de equipamentos por meio da ferramenta de eficiência energética, inclusive pagando com a própria economia, é um grande caminho”, afirma.

Entre os aspectos positivos analisados pela Associação estão o prazo de pagamento atrelado a capacidade do projeto e do cliente; a garantia do financiamento pode ser negociada entre instituição, Esco e cliente; o financiamento de projetos na área pública; o pagamento do diagnóstico energético; o financiamento de soluções em “smart grid” e o agrupamento de projetos para se chegar no montante mínimo de financiamento são evoluções importantes da revisão da linha.

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