Aneel aprova 4ª revisão tarifária da Energisa Borborema

Em relação às perdas não técnicas sobre o mercado de baixa tensão, foi definida em 2,59%, sem trajetória de redução até o final deste ciclo tarifário

Divulgação

A Energisa informou nesta quarta-feira que a ANEEL aprovou a 4ª revisão tarifária periódica da controlada Borborema, a ser aplicada a partir de 4 de fevereiro de 2017.

O aumento para os consumidores em relação à tarifa atualmente praticada será de 0,43%, sendo 5,44% de aumento para os consumidores atendidos em alta e média tensão e redução de 1,97% para os consumidores atendidos em baixa tensão.

No processo de Revisão Tarifária Periódica na Energisa Borborema, que se dá há cada quatro anos, a ANEEL recalcula os custos regulatórios passíveis de gerenciamento pela distribuidora (Parcela B), os custos não gerenciáveis (Parcela A), que englobam a energia comprada, o transporte da energia e os encargos setoriais, e os ajustes financeiros da Parcela A que são atualizados com
base na variação de preços verificada nos doze meses anteriores.

O valor da Parcela B, sem ajustes, foi homologado em R$ 77.046 mil, composto, principalmente, por Custos Operacionais anuais de R$ 48.414 mil, Remuneração do Capital de R$ 16.986 mil e Quota de Reintegração Regulatória de R$ 6.473 mil, dentre outros. Após a consideração do índice de produtividade e a melhoria da qualidade no fornecimento de energia observado entre 2014 e 2015, e
da dedução de Outras Receitas, o valor final da Parcela B é de R$ 75.553 mil.

Os componentes Remuneração do Capital e Quota de Reintegração Regulatória são oriundos da Base de Remuneração Regulatória, que ficou assim definida:
Bruta em R$168,576 e Líquida em R$117.725.

A ANEEL também estabeleceu as parcelas relativas ao Fator X da Energisa Borborema em 1,15% (componente “Pd” – ganhos de produtividade) e 0,55% (componente “T” – trajetória de adequação de custos operacionais). A esses percentuais ainda deverá ser somado ou subtraído o componente “Q” (incentivo à qualidade), a ser definido anualmente nos reajustes tarifários.

Adicionalmente, em relação ao reconhecimento de perdas, ficou definido em 6,01% o patamar de perdas técnicas sobre a energia injetada. Em relação às perdas não técnicas sobre o mercado de baixa tensão, foi definida em 2,59%, sem trajetória de redução até o final deste ciclo tarifário.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia