BALANÇO: Comgás conquista receita líquida R$1,7 bilhão no 3T15

Adiciona 305 quilômetros de rede e fica com crescimento de 4,6% no segmento comercial

Gás em expansão

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), uma das maiores distribuidoras de gás natural canalizado, divulgou na última sexta-feira (06) seu balanço financeiro referente aos terceiro trimestre de 2015 (3T15), com crescimento de 4,6% no volume do segmento comercial, totalizando 33.686 mil/m³ e 1.180 novos clientes nos últimos 12 meses, dos quais 335 deles somente no 3T15.

Os números positivos são resultados da estratégia de expansão neste segmento, com a redução do tempo de conexão dos novos clientes, a conexão de estabelecimentos de menor porte — especialmente no ramo da gastronomia em bairros onde já existe rede construída — e o desenvolvimento de aplicações para o gás natural como, por exemplo, o uso de fornos em pizzarias, a refrigeração comercial e a geração de energia na ponta.

No mercado residencial (casas, prédios habitados e new housing/construtoras), a Comgás conectou 30 mil residências no 3T15. A adição de 110 mil clientes nos últimos 12 meses fez com que a queda do volume absoluto (-3,5%), em relação ao terceiro trimestre de 2014 (3T14) fosse menos acentuada que a do consumo unitário residencial (-8%). Os números têm relação direta com as elevadas temperaturas médias registradas em 2015 na área de concessão da Companhia e, principalmente, da redução de consumo de água no Estado de São Paulo, com efeito no consumo unitário de gás natural nas residências em aplicações que demandam o aquecimento da água. Em setembro de 2015, 81% dos clientes abastecidos pela Sabesp reduziram o consumo, de acordo com dados divulgados pela empresa.

Como efeito da desaceleração econômica no País, os volumes dos segmentos industrial e cogeração sofreram quedas de 5,7% e 5,4%, respectivamente. A Comgás, no entanto, conectou 23 novos clientes no segmento industrial, encerrando o período com 1.085. No comparativo entre os trimestres, as maiores quedas registradas no segmento industrial foram nos setores Siderúrgico, Papel e Celulose e Automotivo/Pneumático.

O segmento automotivo caiu 13,6% no trimestre, efeito da renovação da frota nos últimos anos, que vem retirando do mercado veículos que consumiam gás natural veicular (GNV).

Desempenho financeiro

A receita líquida da Comgás atingiu R$ 1,7 bilhão no período, 6,0% maior na comparação com o 3T14. Apesar do menor volume de vendas no comparativo trimestral, os aumentos nas tarifas de vendas — conforme deliberações da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) em dezembro de 2014 e maio de 2015 — suportaram o crescimento da receita líquida da Comgás. O crescimento das vendas comerciais, segmento com margem unitária acima da média, contribuiu para o desempenho.

O Ebitda, normalizado pela conta corrente regulatória, totalizou R$ 380,3 milhões no 3T15, aumento de 6,3% em relação ao 3T14. Os ajustes das tarifas, o melhor mix de vendas e o controle das despesas com vendas, gerais e administrativas foram os principais responsáveis pelo crescimento no período. O Ebitda IFRS apresentou crescimento de 2,6%, totalizando R$ 387,1 milhões no trimestre. A desvalorização cambial no trimestre impactou a recuperação da conta corrente regulatória, indicador em que o trimestre foi encerrado com o saldo em R$ 211 milhões, no mesmo nível do 2T15.

Os investimentos da Comgás totalizaram R$ 136,6 milhões no trimestre, número alinhado com o plano de investimentos aprovado pela Companhia. No 3T15, 73% do investimento foi destinado à expansão da rede de distribuição de gás, com crescimento de 305 quilômetros de rede no trimestre, 29% menos do que no 3T14. Dentre os projetos realizados destacam-se o bairro de Campo Limpo, em São Paulo (49 Km) e os municípios de Osasco (46 Km), Guarulhos (36Km), Jundiaí (33 Km), Suzano (31 Km), São José dos Campos (30 Km) e Santo André (17 Km). Apesar da queda de 20,4% dos investimentos, foram conectados 31 mil novos clientes no trimestre.

Os custos de gás e transporte, excluído o de construção, cresceram 10,6%, apesar da queda nas vendas. A variação é reflexo do aumento do custo unitário médio do gás comprado nesse trimestre quando comparado ao mesmo período do ano passado. O custo do gás boliviano em dólares apresentou redução na comparação com o 3T14, uma vez que o preço do petróleo caiu significativamente na comparação entre os dois períodos. No entanto, a variação cambial e os recentes aumentos no custo do gás nacional fizeram com que o custo médio da Companhia ficasse maior nesse trimestre.

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