BALANÇO: CPFL Energia fica com receita de R$4,8 bilhões no 2T15

No padrão internacional o crescimento de 32,7% da receita líquida entre o segundo trimestre de 2015

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A CPFL Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, anunciou na noite desta quinta-feira (13), os resultados financeiros. O lucro líquido gerencial de R$ 264 milhões no segundo trimestre de 2015, mostrou aumento de 3,5% frente a igual período de 2014. A companhia foi beneficiada pela redução das despesas financeiras líquidas no mesmo intervalo de comparação.  O resultado gerencial considera os ativos e passivos financeiros regulatórios, que não eram contabilizados em 2014, desconsidera os itens não recorrentes e consolida de forma proporcional os ativos de geração do Grupo.

No segundo trimestre de 2015, as concessionárias registraram uma redução de 16,7% nas despesas financeiras líquidas, para R$ 173,3 milhões. O resultado financeiro foi positivamente impactado pela variação do ativo financeiro da concessão e pela atualização dos ativos e passivos financeiros setoriais, o que compensou o aumento das despesas financeiras em função da elevação da taxa de juros da economia.

A receita líquida da companhia (excluindo a receita de construção) aumentou 32% em igual intervalo de comparação, para R$ 4,8 bilhões. Esse crescimento é resultado da contabilização dos ativos financeiros setoriais, da liquidação das sobras de energia no mercado de curto prazo e do aumento das tarifas de energia das oito distribuidoras do Grupo.

A expansão da receita líquida ocorreu a despeito da queda de 2,9% no volume de energia consumido nas áreas de concessão das oito distribuidoras do Grupo, localizadas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, passando de 14,621 mil GWh para 14,191 mil GWh. As vendas do mercado cativo recuaram 2,4%, para 10,079 mil GWh, e o volume faturado dos clientes livres pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) diminuiu 4,2%, totalizando 4,112 mil GWh.

Na análise por classe, verifica-se que o consumo de energia dos clientes comerciais cresceu 0,6% e o dos residenciais recuou 1,5%, já refletindo a deterioração do cenário macroeconômico do País, com o aumento do desemprego, a perda de confiança dos consumidores e a diminuição da renda. O consumo industrial diminuiu 5,4%, como consequência da desaceleração da economia brasileira neste ano.

A geração de caixa medida pelo Ebitda, também na visão gerencial, diminuiu 2,1%  entre o segundo trimestre de 2015 e o mesmo período de 2014, para R$ 884 milhões. O indicador foi impactado negativamente pelo ligeiro aumento de 0,1% nas despesas com pessoal, material, serviços e outros em igual intervalo de comparação, entre outros efeitos.

Investimentos

No segundo trimestre de 2015, a CPFL Energia investiu R$ 382 milhões em seus negócios, crescimento de 36,4% em relação aos R$ 280 milhões aportados em igual período de 2014. Do valor total, foram destinados R$ 245 milhões para o segmento de distribuição, R$ 130 milhões para os projetos de geração e R$ 7 milhões nas áreas de comercialização e serviços.  No primeiro semestre de 2015, o valor total investimento pelo Grupo foi de R$ 713 milhões.

Em maio deste ano, a CPFL Energia inaugurou em sua sede, em Campinas (SP), o Centro de Despacho, como parte dos investimentos em mobilidade no Programa Tauron (redes inteligentes). O centro realiza o monitoramento e o despacho em tempo-real das equipes de campo das oito distribuidoras do Grupo, agilizando o atendimento das ocorrências emergenciais e comerciais reportadas pelos clientes.

 Resultado em IFRS

A CPFL Energia apurou crescimento de 32,7% da receita líquida no padrão contábil internacional IFRS entre o segundo trimestre de 2015 e igual período de 2014, para R$ 4,9 bilhões. Por sua vez, o Ebtida em IFRS recuou 10,2% no mesmo intervalo de comparação, para R$ 692 milhões, em decorrência dos impactos negativos do déficit na geração hidrelétrica e de despesas com ações judiciais. O lucro líquido do Grupo teve queda de 37,9% no mesmo período de comparação, para R$ 90 milhões.

A CPFL Energia tem ações listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e ADR Nível III na NYSE, além participar do Índice Dow Jones Sustainability Index Emerging Markets e do Morgan Stanley Capital International Global Sustainability Index (MSCI). Pelo 10º. ano consecutivo, as ações da companhia integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.

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