BALANÇO: Venda de Pecém contribuiu para redução da dívida da Eneva

Dívida líquida da empresa no 1S15 era de R$4,4 bilhões,

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A Eneva divulgou nesta sexta-feira seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre e primeiro semestre de 2015.

No segundo trimestre de 2015, a receita operacional líquida foi de R$310,4 milhões, queda de 20,9% se comparada com o mesmo período de 2014, R$392,6 milhões. No primeiro semestre de 2015 foram R$687,6 milhões, ante os R$832,2 milhões de 2014, queda de 17,4%. O  lucro, antes do pagamento de juros, impostos amortização e depreciação, no 2T15 foi de R$64,5 milhões, alta de 10,4% ante o resultado do 2T14, R$58,5 milhões. No primeiro semestre, o Ebitda ficou em R$127,9 milhões, ante os R$116,1 milhões de igual período de 2014, elevação de 10,1%.

O resultado do período foi de R$371,2 milhões, ante os R$103,9 milhões de 2014 no segundo trimestre. Nos primeiros seis meses de 2015, o resultado foi de R$242,6 milhões, ante os R$175,5 milhões de igual período do ano passado.

A dívida líquida da Eneva no 1S15 era de R$4,4 bilhões, queda de 10,7% ante os R$5 bilhões de igual período de 2014.

O saldo total da dívida de curto prazo está alocado aos projetos como segue: o R$ 137,9 milhões: Parcela atual das dívidas de curto prazo de Itaqui e Parnaíba I ; o R$ 914, 7 milhões empréstimos – ponte a Parnaíba II.

A energia vendida no segundo trimestre desse ano estava em 1.670,8 GWh, índice menor em 0,6% do mesmo período de 2014, 1.681,5 GWh. No semestre de 2015, o volume era de 3.323.2 GWh, recuou de 16% ante o resultado de 2014, 3.957,9 GWh.

De acordo com o comunicado, a redução e interrupção de  geração solicitada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em diversos momentos do segundo trimestre de 2015 diminuiu em R$82,2 milhões a receita operacional, afetando em especial a Parnaíba I. Os custos operacionais foram positivamente impactados.

Pecém I

A venda de participação da Eneva em Pecém I (R$300 milhões) concluída em maio desse ano deu à empresa importante reserva de caixa para suportar o processo de Recuperação Judicial (RJ). Com isso, foi possível a realização das primeiras etapas do Plano, isso já no 2T15, com o pagamento aos credores de 50% dos créditos de até R$ 250 mil, totalizando R$ 4,2 milhões a aplicação de desconto obrigatório de 20% na dívida em RJ (R$ 489 milhões) e o reperfilamento da dívida remanescente (R$ 985 milhões).

Entre os destaques da empresa estão: aumento de capital de R$ 3,6 bilhões, compreendido por: capitalização de 40% da dívida em RJ (R$ 979 milhões); contribuição de importantes ativos por stakeholders (R$ 1,3 bilhão); e eventual participação de minoritários o pagamento aos credores dos 50% remanescentes dos créditos de até R$ 250 mil .

Além disso, a empresa destaca a continuidade de gestão eficaz de despesas da holding. A crescente disponibilidade média do Complexo Parnaíba, com a estratégia de otimização de gás natural com o uso de Parnaíba II substituindo parte de Parnaíba I.

A redução do preço da energia no mercado à vista, reduzindo exposição financeira com custos de FID e ADOMP.

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