Brasileiros acreditam em racionamento de energia em 2016, diz Abraceel

Os dados se referem a pelo menos dois terços da população

Abraceel

A maior parte dos brasileiros (66%) acredita que as chances do País enfrentar racionamento de energia ainda este ano ou até 2016 são grandes ou muito grandes. Os números são da pesquisa encomendada ao Ibope em todo o País pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), que revela também que 5% da população considera o risco pequeno.

As mulheres, os cidadãos com ensino médio e os moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes são os segmentos populacionais que mais consideram iminente o risco de desabastecimento na área, em torno de 70% dessa parte da amostra entrevistada. “A prolongada estiagem em boa parte das regiões reforça esse pessimismo por parte das pessoas”, afirma Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel.

A pesquisa foi encomendada como subsídio para a campanha A Energia para Voltar a Crescer é Livre, promovida pela Abraceel, com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mais 60 empresas e organizações da sociedade civil. A iniciativa tem como objetivo promover a liberalização do setor elétrico brasileiro, por meio da aprovação do projeto de lei da Portabilidade da Conta de Luz.

“O Congresso Nacional já se sensibilizou para conceder o direito da liberdade de escolha de fornecedor de energia para o cidadão, como já ocorre nos países da União Europeia, dos Estados Unidos, do Canadá e até mesmo nações latino-americanas, como a Colômbia”, explica Medeiros.

Atualmente, os poucos consumidores brasileiros que podem escolher seu fornecedor, sobretudo grandes indústrias e empresas, contam com tarifas 20% menores do que as praticadas no mercado cativo. Para o presidente da Abraceel, isso é um sinal inequívoco de como a ampliação da liberdade de escolha para todos os consumidores, inclusive os residenciais, pode contribuir para a queda dos preços. “Isso vai significar, além de maior competitividade para a indústria, um fator determinante para reduzir a indexação dos contratos no setor, contribuindo assim para a queda nas taxas de inflação”, complementa Medeiros.

A pesquisa Ibope sobre o setor de energia elétrica contou com 2.002 entrevistas realizadas em todo o Brasil, com pessoas acima de 16 anos. O intervalo de confiança é de 95%  e a margem de erro meariam estimada é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo sobre os resultados encontrados na amostra.

Sobre a campanha A Energia para o Brasil Crescer é Livre

Com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mais 60 empresas e organizações da sociedade civil, a Abraceel promove a campanha A Energia para o Brasil Crescer é Livre com o objetivo de mostrar como a liberalização do mercado de energia elétrica é fator fundamental para o desenvolvimento sustentável no Brasil.

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