Carteira sugerida para o mês de julho pelo BB

Baixo volume pode ser explicado pelas férias no hemisfério Norte, que reduz o movimento de estrangeiros na bolsa

Carteira Sugerida

O Banco do Brasil divulgou nesta terça-feira a carteira sugerida para julho, com base na seleção de empresas que  atuam no setores resilientes ao cenário  de diminuição da atividade econômica.

Para a Equipe de Pesquisa BB, na responsabilidade de Nataniel Cezimbra, o Ibovespa encerrou o mês de junho em claro movimento de lateralização. O volume de entrada de recursos de estrangeiros se manteve (+2,78 bilhões em junho, e R$ 21,52 bilhões no acumulado do ano), apesar das férias no Hemisfério Norte e da aversão ao risco deflagrada pela crise da dívida grega. Neste mês percebemos troca de posição entre setores importantes. O setor de siderurgia, que segue sendo penalizado por dólar forte, perspectivas de menor consumo interno e externo, foi o que mais perdeu no índice. Vale, Gerdau e Usiminas estão entre as maiores quedas.
Na parte de cima, o setor financeiro (Cielo e Bancos) e consumo não-cíclico (Ambev e Lojas Renner) foram os destaques, juntamente com Petrobras.

Perspectivas

O cenário para o Ibovespa em Julho deverá ser muito influenciado pelos
desdobramentos da crise da dívida da Grécia. A aversão ao risco foi retomada depois de mais um revés nas negociações com os credores no último final de semana.

Durante a tarde de ontem o governo da Grécia declarou que não teria como
pagar os juros do empréstimo junto ao FMI com vencimento hoje (30). O rendimento do bond de 10 anos anos fechou em 2,32% (queda de 14 bps). O VIX (índice de volatilidade dos mercados) subiu para 18,85, de 14,02 na sexta-feira, portanto uma alta 34,45%.

Apesar da forte queda também verificada na Bovespa ontem, chamou a atenção o
volume de negócios abaixo da média dos últimos 10 dias. Esse baixo volume pode ser explicado pelas férias no hemisfério Norte, que reduz o movimento de estrangeiros na bolsa, mas também pode significar que os estrangeiros vão aguardar o resultado do referendo no domingo para dar maior força à pressão vendedora ou a retornar às compras.

O momento exige um carteira defensiva, e portanto, a carteira sugerida de julho foi
elaborada com a seleção de empresas que  atuam no setores resilientes ao cenário
de diminuição da atividade econômica, como os setores de consumo não-cíclico e
financeiro, empresas exportadoras, dada a recente retomada da tendência de
valorização do dólar e empresas que deverão divulgar bons resultados referentes
ao segundo trimestre ainda em julho.

Além dessas empresas (Kroton, Raia Drogasil, Lojas Renner, Fibria, Embraer e Hypermarcas), também estão contempladas Petrobras (já que a divulgação do plano de desinvestimento traz boas perspectivas para os papéis no curto prazo), Taesa (por ter receitas mais previsíveis).

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia