Chile reduz previsão do preço do cobre para US$ 2,77 por libra com Grécia e China

Organismo prevê que a demanda global de cobre crescerá 1% este ano contra a previsão de 2% de abril

Grécia e China

A estatal Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) reduziu nesta terça-feira sua projeção de preço do cobre até 2015, de US$ 2,85 a US$ 2,77 por libra, devido ao panorama negativo da bolsa de valores da China e à crise na Grécia.

Segundo o relatório de Tendências do Mercado Internacional do Cobre correspondente ao trimestre abril-junho, também foi reduzida a estimativa para 2016, de US$ 2,80 a US$ 2,70 por libra do metal, do qual o Chile é o principal produtor mundial.

A ministra de Mineração chilena, Aurora Williams, e o vice-presidente executivo da Cochilco, Sergio Hernández, assinalaram que o rebaixamento nas previsões se deve à incerteza internacional.

“Esta menor projeção do preço do cobre se deve a um contexto macroeconômico internacional marcado pelo enfraquecimento do crescimento na China, a anunciada alta de taxas nos Estados Unidos e o risco de uma eventual saída da Grécia da zona do euro”, disse a ministra Williams em entrevista coletiva.

Apesar disso, a ministra antecipou uma recuperação do valor da principal exportação chilena no segundo semestre deste ano, “o que deveria situar-se em US$ 2,85 a libra, devido a melhores perspectivas econômicas para a China”, explicou.

Hernández assinalou que os setores produtivos que se verão mais afetados são o da construção e o de manufatura, porque são os que mais demandam o metal vermelho.

A Cochilco reduziu também sua previsão para a produção chilena de cobre em 2015, até 5,88 milhões de toneladas, frente a 5,94 milhões de toneladas estimadas em abril deste ano.

O organismo prevê que a demanda global de cobre crescerá 1% este ano contra a previsão de 2% de abril.

O Chile é o principal produtor mundial de cobre e cada centavo de dólar no preço médio anual representa US$ 45 milhões em impostos e mais de US$ 90 milhões em termos de balanço de pagamentos.

Com Ag.EFE

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia