CPFL Energia: Crescimento de 18,7% de fraudes e furtos na rede elétrica em 2017

Com mais investimento em inteligência e tecnologia, distribuidoras do grupo ampliaram em 29% o volume de inspeções em sua área de concessão

Divulgação

As distribuidoras da CPFL Energia fecharam um balanço das fraudes e dos furtos realizados na sua rede elétrica. No ano de 2017, as distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz e RGE promoveram 371,811 mil inspeções, 29% acima do um total registrado em 2016. O resultado foi um crescimento de 18,7% das irregularidades identificadas, de 70,938 mil em 2016 para 84,196 mil em 2017. O volume de energia furtado na somatória de todas as distribuidoras do Grupo, de 534,174 mil MWh, seria suficiente para abastecer 296.763 mil casas com cerca de quatro moradores pelo período de um ano.

No ano de 2017, a CPFL Paulista, distribuidora da CPFL Energia que atende 4,2 milhões de clientes em 234 cidades do interior paulista, fez 191,625 mil inspeções, um aumento de 40,1% frente os dados de 2016. As irregularidades subiram 17,3% (de 35,881 mil para 42,072 mil). Já o volume de energia furtado na área de concessão, de 246,793 mil MWh, seria suficiente para abastecer 137.107 mil casas com cerca de quatro moradores pelo período de um ano.

A CPFL Piratininga, distribuidora da CPFL Energia que atende 1,5 milhão de clientes em 27 municípios do interior e litoral de São Paulo, registrou em 2017 um total de 95,143 mil inspeções, um crescimento de 23% frente 2016. O número de irregularidades subiu 17,2% (de 18,997 mil para 22,270 mil). Já o volume de energia furtado na área de concessão, de 124,963 mil MWh, seria suficiente para abastecer 69.424 mil casas com cerca de quatro moradores pelo período de um ano.

A CPFL Santa Cruz, distribuidora da CPFL Energia que atende 442 mil clientes em 45 municípios em São Paulo, norte do Paraná e sul de Minas Gerais, registrou em 2017 um total de 7,637 mil inspeções, um crescimento de 19,8% frente 2016. O número de irregularidades subiu 6,2% (de 1,507 mil para 1,601 mil). Já o volume de energia furtado na área de concessão, de 40,086 mil MWh, seria suficiente para abastecer 22.270 mil casas com cerca de quatro moradores pelo período de um ano.

A RGE, distribuidora da CPFL Energia que atende mais de 1,4 milhão de clientes em 255 municípios gaúchos, registrou em 2017 um total de 77.406 inspeções, um crescimento de 14,4% frente 2016. O número de irregularidades subiu 25,4% (de 14,553 para 18,253). Já o volume de energia furtado na área de concessão, de 122,332 mil MWh, seria suficiente para abastecer 67.962 mil casas com cerca de quatro moradores pelo período de um ano.

Com o intuito de coibir o aumento das fraudes e furtos, a CPFL Energia vem investindo constantemente em inteligência, tecnologia, monitoramento e análise em seus processos que colaboram com a maior assertividade do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo.

Com o passar do ano, a companhia aumentou o número de inspeções nas cidades, de acordo com o Diretor Comercial da CPFL Energia, Roberto Sartori. “Estamos ampliando e investindo em inteligência no monitoramento e auxiliando a identificar, cada vez mais, as regularidades em nossas redes. As ligações clandestinas devem ser combatidas e estamos empenhados em solucionar esses problemas com o apoio dos órgãos públicos e autoridades policiais”, afirma Sartori.
Furtos e fraudes são considerados crime

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa. As distribuidoras do Grupo CPFL, que atuam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, têm atuado em parceria com o poder público para coibir estas práticas.

Além de crime, as irregularidades contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. Isso ocorre porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece nas chamadas “perdas comerciais”, como são denominados os furtos e as fraudes no jargão do setor elétrico, uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

Outra consequência negativa dos furtos e fraudes de energia é a piora na qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia. A regularização destes clientes traz cidadania para essa parcela da população e beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.

Consumidores que adotam esta prática, popularmente conhecida como “gato”, também estão colocando em risco as suas vidas e da população. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.

A fraude e furto de energia também tem um impacto social significativo, uma vez que não há arrecadação de impostos sobre a parcela de energia furtada. Isso diminui a disponibilidade de recursos do poder público para investimentos em saúde, segurança e educação.

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