CPFL Renováveis fica com receita líquida de R$370 milhões no 1T17

Produção de energia da companhia cresceu 11,2% no período; investimentos somaram R$ 284,8 milhões no 1T17

Renováveis e o G7

A CPFL Energias Renováveis (CPRE3), uma das maiores geradoras de energia do Brasil a partir de fontes alternativas, encerrou o primeiro trimestre de 2017 com alta de 41% no Ebitda ante o resultado do mesmo período de 2016, passando de R$ 167,7 milhões para R$ 236,5 milhões, e margem de 63,8%. A receita líquida foi de R$ 370,9 milhões, crescimento de 33,1% em relação ao valor apurado no 1T16.

O resultado foi impactado positivamente principalmente pela adição de novas capacidades (+255 MW), pelo maior volume de energia gerada nos parques eólicos e nas biomassas e também pela estratégia de sazonalização da garantia física do portfólio.

A geração de energia nesse trimestre foi de 1.289,6 GWh, elevação de 11,2% em relação ao total registrado no 1T16, refletindo a adição de novas capacidades durante o ano de 2016: PCH Mata Velha (+ 24,0 MW) e complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito (+ 231,0 MW). Também contribuíram para o aumento da geração a maior velocidade dos ventos nos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte e a antecipação da safra de cana-de-açúcar e de operação de três usinas de biomassa. No 1T17, a capacidade totalizou 2.054,3 MW, alta de 14,2% em relação aos números do 1T16.

No 1T17, a companhia reduziu em 48,4% o prejuízo líquido, alcançando R$ 54,7 milhões ante R$ 105,9 milhões no 1T16. Essa variação se deve principalmente à maior receita e à ligeira melhora na despesa financeira líquida, registradas no período. A CPFL Renováveis fechou o período com situação de liquidez adequada ao seu perfil: R$ 1,4 bilhão.

No 1T17, A CPFL Renováveis investiu R$ 284,8 milhões, principalmente, nas obras do complexo eólico Pedra Cheirosa (48,3 MW), em Itarema (CE), e da PCH Boa Vista 2 (26,5 MW), em Varginha (MG), que teve as obras iniciadas em fevereiro deste ano. Ambos os projetos dentro do orçamento e do prazo conforme demonstrado abaixo. O valor investido é 30,1% superior ao do mesmo período do ano passado. Os investimentos previstos para os próximos cinco anos somam R$ 953,5 bilhões.

“O período foi marcado por forte desempenho operacional, que trouxe reflexos positivos aos nossos principais indicadores financeiros, com aumento da receita e Ebitda e redução do prejuízo. Com foco em eficiência operacional conseguimos manter uma situação de liquidez sólida e um perfil de endividamento adequado ao nosso negócio”, afirma Gustavo Sousa, diretor-presidente da CPFL Renováveis.

Vale destacar ainda que, no 1T17, a companhia obteve certificação pelo critério de Energia Eólica no conselho de Normas da Climate Bonds Standard Board para emissão de Green Bonds no valor de R$ 200 milhões. Com a conquista, a CPFL Renováveis tornou-se a primeira empresa da América do Sul a emitir debêntures com certificação internacional dessa natureza, além de ser a primeira do setor a emitir um título certificado.

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