Conforme a Resenha Mensal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro, a retração no consumo nacional de eletricidade da …

Conforme a Resenha Mensal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro, a retração no consumo nacional de eletricidade da indústria foi de 5,5%, registrando 14.483 GWh, o menor consumo desde julho. Na série livre dos efeitos sazonais, também houve queda, de 1,4%.

O consumo de energia pelo setor metalúrgico anotou recuo de 21,1%. No mês, a produção de laminados caiu 13,4% e a de aço bruto 1%, conforme Instituto Aço Brasil. A produção de alumínio primário manteve-se em nível muito baixo, com evidentes consequências no consumo de energia.

Os estados mais afetados pelo desempenho da metalurgia foram o Maranhão (-52,8% no consumo do setor e -44,1% no estado), São Paulo (-17% no consumo setorial e -6% no estado) e Minas Gerais (-27,4% no consumo do setor e -11,1% no estado). Já na Bahia, o setor (+9,4%) contribuiu para o crescimento industrial no estado (+9,2%).

No Pará, o progresso de 15% do consumo no setor extrativo de minerais metálicos não foi suficiente para amenizar a queda de 6,1% na demanda de energia do setor metalúrgico, ocasionando a primeira taxa negativa (-1,5%) na evolução do consumo industrial do estado desde julho de 2013.

O consumo de energia do setor químico teve crescimento tímido (+0,5%), com destaque para as expansões em Minas Gerais (+22,4%) e Bahia (cerca de 7%), enquanto houve reduções de 4% em São Paulo e de 8,4% no Rio Grande do Sul.

O consumo de energia no setor automobilístico apresentou retração de 8,9%, acompanhando a queda de 11,8% na produção de veículos (dados da ANFAVEA). As maiores reduções foram contabilizadas em São Paulo, 10%, Minas Gerais, 5,2% e Paraná, 7,3%. Durante o mês, várias empresas reportaram férias coletivas e sistemas de layoff no setor.

O consumo de energia no setor de extração de minerais metálicos apresentou expansão de 8,6%, com destaque para Espírito Santo (+26%), Pará (+15%) e Minas Gerais (+2,4%).

Na indústria têxtil, o consumo de energia caiu 11,2%, apesar do bom desempenho em Santa Catarina (+4,2%) e Minas Gerais (+1,1%). As maiores quedas foram verificadas nos estados de São Paulo, 6,8%, Ceará, 31,7% e Paraíba, 37%. Neste último, além dos efeitos da concorrência externa que afeta o setor, houve paradas para manutenção e a concessão de férias coletivas. Destaca-se ainda as consequências de incêndio em grande indústria deste segmento.

Com exceção do Sul, onde o consumo manteve-se estável, o consumo industrial de energia caiu em todas as regiões: Norte, 3,5% (primeiro resultado negativo desde junho de 2013); Nordeste, 5,7%; Sudeste, 7,5% e Centro-Oeste, 6,1%.

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