EDP compra ações da Celesc pertencentes ao Previ por R$230 milhões

Com o acordo, EDP pretende se posicionar como a maior acionista privada do grupo catarinense

Divulgação

A EDP Brasil, empresa que atua em todos os segmentos da cadeia elétrica, anunciou na noite desta quarta-feira, que assinou acordo para a aquisição de 14,5% das ações da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – Celesc, referentes à participação da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ. Com o acordo, a companhia reforça o seu investimento no estado de Santa Catarina, onde já possui um projeto em Transmissão.

A primeira fase da transação totaliza montante de R$ 230 milhões, envolvendo a aquisição de 33,1% do capital votante (5,141 milhões de ações) e 1,9% das ações preferenciais (437,8 mil), sendo 14,5% do capital total. Em uma segunda fase, a empresa realizará, ainda, uma Oferta Pública de Ações Voluntária (OPA Voluntária), podendo adquirir até 32% das ações da Celesc, o que aumentaria a sua participação total para 33,6%.

“Com este acordo, a EDP pretende reforçar sua presença estratégica no negócio da distribuição no estado de Santa Catarina, onde o Grupo já havia tomado a decisão de investir, ao contratar o lote 21 no leilão de Transmissão que aconteceu em abril deste ano”, analisa Miguel Setas, presidente da Companhia. “Consideramos nosso investimento na Celesc fundamental para a consolidação da presença da companhia no Brasil, cuja história já soma mais de 22 anos de permanência no País”, finaliza.

No início do ano, a EDP havia firmado uma parceria com a Celesc para a ampliação da estrutura elétrica no sul de Santa Catarina, integrando mais 485 quilômetros de linhas e uma subestação ao sistema. A formação de um consórcio com a distribuidora catarinense foi o início desta parceria.

A aquisição de uma participação relevante da distribuidora, em conjunto com os aportes recentes no segmento de transmissão, que terão investimentos de R$ 3,1 bilhões para os próximos cinco anos, fazem parte de uma estratégia de crescimento em novos segmentos da cadeia de valor na área de redes reguladas, na sequência de um ciclo de crescimento que havia sido focado no segmento de geração, como a construção da UHE Jari, UHE Cachoeira Caldeirão e, recentemente, a UHE São Manoel.

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