EDP fica com lucro líquido de R$611,9 milhões em 2017

No ano, o EBITDA foi de R$ 2,2 bilhões, redução de 4,8%

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A Energias do Brasil – EDP apresentou seu resultado financeiro na noite desta terça-feira (27) referente ao exercício de 2017. No período, o lucro líquido ficou em R$ 611,9 milhões, redução de 8,2%, principalmente em função da maior despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social e efeitos não recorrentes que contribuíram para o resultado do ano anterior.

O lucro líquido consolidado totalizou R$ 195,0 milhões, aumento de R$ 159,1 milhões, mitigado pela maior despesa de IR e Contribuição Social em R$ 155,7 milhões, devido a efeitos fiscais temporários. O Lucro Líquido ajustado pelos efeitos não recorrentes, citados no capítulo de EBITDA, foi de R$ 188,2 milhões, aumento de R$ 149,0 milhões no trimestre. No ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 569,7 milhões, aumento de 89,4%. Os principais ajustes referem-se a contabilizações ocorridas em 2016, tais como: Venda da Pantanal Energética; VNR da EDP Espírito Santo, referente a revisão tarifária de 2016; e recebimento do seguro de Pecém.

No ano, o EBITDA foi de R$ 2,2 bilhões, redução de 4,8%. O EBITDA ajustado, excluindo os efeitos não recorrentes, no trimestre e no ano, foi de R$ 551,4 milhões, 37,9% superior e de R$2,1 bilhões, 21,7% superior, respectivamente. Do total apurado no trimestre, 31,3% do EBITDA refere-se à Geração Hídrica, 21,8% à Geração Térmica, 37,5% à Distribuição, e 9,5% à Comercializadora e EDP Grid1.

Endividamento

A Companhia, finalizou o ano com Dívida Bruta de R$ 6,1 bilhões, aumento de 8,7% em relação ao final do ano de 2016, refletindo as novas captações de debêntures e empréstimos realizadas pelas subsidiárias do grupo, como parte da estratégia de desalavancagem da EDP Holding para otimização da estrutura de capital e da gestão tributária.

Em 31 de dezembro, a EDP possuía 3,7% de dívida em moeda estrangeira, com 100% de proteção dos riscos de câmbio (USD) e taxa de juros (Libor) por meio de instrumentos derivativos. A Dívida Bruta desconsidera a dívida das UHEs Santo Antônio do Jari, Cachoeira Caldeirão e São Manoel.

A Dívida Líquida alcançou R$ 4,5 bilhões, aumento de 25,4%, decorrente de: do pagamento de Juros sobre Capital Próprio aos acionistas da EDP Brasil (R$ 330,0 milhões) e do pagamento para os minoritários das controladas (R$ 156,7 milhões); e da redução do saldo de passivo regulatório (caixa) nas distribuidoras, no valor de R$ 493,0 milhões, mitigados pelo aumento de capital de giro.

Dividendos

O dividendo totalizou R$ 367,1 milhões, equivalente a 60,0% do lucro líquido da EDP.

Outros indicadores

Margem Bruta: a EDP apurou Margem Bruta de R$ 900,5 milhões no trimestre e de R$ 3,5 bilhões no ano, aumento de 19,8% e de 6,6%, respectivamente.

Gastos Gerenciáveis: o PMSO reduziu 0,4% em relação ao ano anterior. A EDP segue com o controle dos custos por meio de medidas de eficiência do OBZ e robotização, mantendo o PMSO estável em relação ao ano anterior, confirmando o compromisso assumido em manter despesas controladas e crescimento abaixo da inflação.

Dívida Líquida: Dando continuidade à estratégia de redução dos custos das dívidas (pré e pós imposto) e da desalavancagem da EDP Holding, a Companhia vem atuando em diversas iniciativas para otimização da estrutura de capital e de gestão tributária.

A razão Dívida Líquida/EBITDA é de 2,0x, o que permite a continuidade dos projetos da Companhia com risco controlado. Foram captados R$ 1,7 bilhão, a um custo médio de 11,1% a.a. no final do ano.

Gestão Energética:

Hídricas: a Companhia adotou medidas para a proteção do portfólio aos impactos do GSF (Generation Scaling Factor) e PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), proporcionando a captura de custos evitados e resultando em impacto na Margem Bruta de R$ 181,0 milhões e de R$ 459,0 milhões, no trimestre e no ano, respectivamente.

Comercialização: o aumento do volume de energia comercializada foi de 45,0% e de 37,2%, no trimestre e no ano, respectivamente. A Margem Bruta apresentou crescimento de R$ 23,7 milhões e de R$ 141,7 milhões, no trimestre e ano, respectivamente. Vale ressaltar que a Comercializadora atuou como um instrumento de gestão do portfólio energético da Companhia, contando com suporte ativo da área regulatória no planejamento estratégico e, 89,6% das operações da Comercializadora foram efetuadas com clientes fora do grupo.

Térmica: através do mecanismo de hedge foi possível gerar um impacto positivo na Margem Bruta de R$ 25,1 milhões no trimestre e de R$ 54,4 milhões no ano.

Distribuição: no trimestre e ano, as distribuidoras apresentaram aumento no volume de energia distribuída de 3,0% e de 1,1% respectivamente, impactado pelo crescimento da EDP São Paulo.

No ano, foram investidos R$ 568,5 milhões, aumento de 18,3%, com foco em aumentar a eficiência operacional e a qualidade dos serviços prestados, refletindo no aumento da base de remuneração a ser capturada. A Margem Bruta cresceu 14,0 % nas distribuidoras, desconsiderando o valor do ativo financeiro indenizável (VNR) contabilizado na revisão tarifária da EDP Espírito Santo em 2016 de R$ 146,1 milhões.

Pecém: no trimestre e no ano, o Lucro Líquido foi de R$ 27,8 milhões e de R$ 73,9 milhões, respectivamente. A térmica atingiu a disponibilidade média de 92%, superando a disponibilidade requerida no leilão de 90,14%. A taxa de falha atingiu a mínima histórica de 5,4 falhas/ano. Como ocorre anualmente, o Fator de

Disponibilidade – FID (média móvel dos últimos 60 meses) foi recalculado para o ano de 2018, passando para 90,7%.

São Manoel: entrada em operação das duas primeiras unidades geradoras antes do prazo. A Terceira Unidade Geradora já está em operação de teste e a Quarta Unidade Geradora encontra-se em fase final de montagem.

Transmissão: a Companhia deu continuidade ao cronograma de construção da Linha de Transmissão do Espirito Santo do Leilão para Concessão do Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica nº 013/2015. Em fevereiro de 2018 foi concedida Licença de Instalação (LI), antecipando em até 8 meses a data considerada anteriormente no cronograma da companhia e 17 meses antes do prazo da ANEEL.

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