EDP tem lucro líquido de R$83,6 milhões no primeiro trimestre

Em 31 de março de 2015, a ação da EDP Energias do Brasil (ENBR3) encerrou cotada a R$ 10,35

Aneel alerta para prazo

A EDP Energias do Brasil apresentou na noite desta quarta-feira (6), depois do fechamento dos mercados, seus resultados financeiros e operacionais do primeiro trimestre de  2015 (1T15).

Lucro Líquido

O lucro líquido consolidado totalizou R$ 83,6 milhões no 1T15, redução de 16,1% em relação ao 1T14. Esse resultado deve-se aos  efeitos  acima  mencionados,  além  da  redução  da  participação de minoritários em 29,9%  no  1T15  em  relação  ao  mesmo período do ano anterior.

Receita operacional líquida

No 1T15, a receita operacional líquida consolidada, excluindo a receita de construção, atingiu R$ 2.090,1 milhões, 0,5% abaixo do 1T14.

EBITDA

No  1T15, o EBITDA atingiu R$ 408,6 milhões,  estável em relação ao 1T14  (R$  406,4  milhões).  Na  distribuição, o aumento de 61,6%  no  EBITDA  é  decorrente do crescimento de 16,7% na receita  líquida. As quedas de 26,2% na geração e 43,4%  na comercialização são decorrentes do impacto  negativo do GSF no período e da redução de  27,3% no volume de energia comercializada, respectivamente. Seguem as explicações com os efeitos detalhados abaixo:

Na Distribuição, o EBITDA atingiu R$ 224,3 milhões no 1T15, 61,6% acima do 1T14. Esse resultado deve-se, principalmente, ao crescimento  de  16,7%  na  receita  líquida, decorrente  do  aumento do não faturado cuja tarifa vigente sofreu aplicação dos Reajustes Tarifários Anuais,  das Revisões Tarifárias Extraordinárias e da  Bandeira Tarifaria, na comparação com o  trimestre anterior.

Na Geração, o EBITDA totalizou R$179,0 milhões  no 1T15, redução de 26,2% em relação ao 1T15,  devido ao GSF médio de 79,3% neste trimestre que acarretou aumento de R$ 181,0 milhões de custos com energia comprada.

Na Comercialização, o EBITDA alcançou R$ 28,7 milhões no 1T15, redução de 43,4% em relação ao 1T14, em consequência da queda de 27,3% no volume de energia comercializada.

Endividamento

A dívida  bruta consolidada totalizou R$  4.109,7  milhões em 31 de março de 2015, 22,4%  acima  do  verificado em 31 de dezembro  de  2014  (R$  3.358,5  milhões),  sendo  em  ambos  os  períodos  desconsiderada  a  dívida  da  UTE  Pecém  I,  UHEs  Santo Antônio  do  Jari  ,  Cachoeira  Caldeirão e  São  Manoel.  Em  31  de  março  de  2015,  a  Companhia  não  possuía  dívida  em  moeda estrangeira.

Receita Financeira: aumento de R$ 18,3 milhões

A redução na receita de aplicações financeiras em função da desconsolidação das UHEs Jari e Cachoeira Caldeirão. A UHE Cachoeira Caldeirão fechou o 1T14 com receita de aplicação financeira de R$ 11,0 milhões (-R$ 12,2 milhões);

– Aumento em atualização sobre Ativos Financeiros Setoriais (Ativos e Passivos Regulatórios) contabilizados a partir de 10 de dezembro de 2014, em função do aditamento aos Contratos de Concessão de Distribuição e reconhecimento pelo OCPC 08 (+R$ 16,1 milhões);

– Aumento  dos  juros  capitalizados  devido  à  desconsolidação  dos  juros  das  obras  das  UHEs  Santo  Antônio  do  Jari  e Cachoeira Caldeirão (+R$ 11,8 milhões);

– Aumento de variação monetária e acréscimo na EDP Escelsa decorrente de juros e mora aplicados aos consumidores por atraso na conta de energia (+R$ 3,2 milhões).
Mercado de capitais

Em 31 de março de 2015, a ação da  EDP  Energias  do  Brasil  (ENBR3)  encerrou  cotada a R$  10,35.

Considerando o ajuste por provento, dividendo  aprovado em 10 de abril de 2015 no valor  de  R$  0,133053024/ação,  a  cotação  atinge  R$  10,22.

No trimestre, a ENBR3 apresentou valorização de 15,4% (com ajuste por proventos), desempenho superior ao Ibovespa (2,3%) e IEE (1,3%). O valor de mercado da Companhia em 31 de março de 2015 era de R$ 4,9 bilhões em comparação a R$ 4,3 bilhões em 30 de dezembro de 2014. As ações da Companhia foram negociadas em todos os pregões do 1T15, totalizando 128,4 milhões de
ações negociadas no período, com uma média diária de 2,1 milhão de ações. O volume financeiro totalizou R$ 1.140,1 milhões no período, com volume médio diário de R$ 18,7 milhões.

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