Eneva e o

Eneva apresenta plano de recuperação judicial

Plano engloba ainda a realização de um aumento de capital privado estimado em até R$ 3 bilhões

A Eneva  – em Recuperação Judicial – informa que apresentou à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro o Plano de Recuperação Judicial aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia, em 12 de fevereiro. O plano tem como premissa o equacionamento da estrutura de capital da holding e de sua subsidiária, ENEVA Participações, por meio da redução de sua dívida total em pelo menos 40%.

A estrutura do plano prevê aumento de capital em moeda corrente, capitalização de créditos, concessão de perdão de dívida, e ainda renegociação do perfil da dívida remanescente, que deverá ter os prazos alongados e o custo financeiro reduzido.

“Cumprimos aqui uma importante etapa na reestruturação de capital da companhia. Manteremos nossos stakeholders informados sobre os avanços nas negociações que poderão levar a empresa a uma situação econômico-financeira equilibrada e sustentável”, afirma o CEO da ENEVA, Alexandre Americano, destacando que o pedido de recuperação judicial só ocorreu para preservar os principais ativos da empresa – as usinas termelétricas –, que são operacionais e geradoras de caixa, e, portanto, não foram incluídas nesse processo.

Em linhas gerais, o plano prevê o pagamento integral de até R$ 250 mil a cada um dos credores em duas parcelas, sem correção monetária e juros. Para pagamento do saldo remanescente – acima de R$ 250 mil – será dada prioridade de alocação de recursos aos credores que concederem maiores percentuais individuais de redução de crédito. O saldo que ultrapassar esse valor será reduzido em, no mínimo, 30%, podendo chegar a até 65%.

O plano engloba ainda a realização de um aumento de capital privado estimado em até R$ 3 bilhões, ao preço de R$ 0,15 por ação da companhia, a ser deliberado e aprovado em Assembleia Geral de Acionistas. A subscrição do aumento de capital poderá ser feita em dinheiro, conversão de dívida de credores e/ou aporte de ativos de acionistas, credores ou investidores da companhia, a serem submetidos à aprovação da Assembleia Geral de Acionistas.

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