ENGIE Brasil Energia marca lucro líquido de R$450,7 milhões no 1T17

A ENGIE Brasil Energia Bons divulgou balanço financeiro na noite desta terça-feira (25), com resultados caracterizaram bom desempenho no primeiro trimestre de 2017.  A Companhia obteve lucro líquido …

Foto: Fernando Willadino

A ENGIE Brasil Energia Bons divulgou balanço financeiro na noite desta terça-feira (25), com resultados caracterizaram bom desempenho no primeiro trimestre de 2017.  A Companhia obteve lucro líquido de R$ 450,7 milhões (R$ 0,6905 por ação), valor 29,8% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado. O Ebitda atingiu R$ 885,5 milhões, um aumento de 11,7%, e a margem Ebitda cresceu 55,1%, equivalentes a 5,6 pontos percentuais, ambos na comparação com o 1T16. Houve discreta elevação na receita líquida de vendas, que aumentou 0,2% (R$ 3,3 milhões), totalizando R$ 1.605,9 milhões no 1T17.

Para o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini, a evolução do Ebitda reflete principalmente o resultado das transações realizadas no mercado de curto prazo e o decréscimo no consumo de combustíveis. “Nossa posição no mercado de curto prazo, no primeiro trimestre desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado, contribuiu positivamente para os melhores resultados deste ano”, afirma. Ele acrescenta que a evolução do lucro líquido foi influenciada por diversos fatores, principalmente, a redução de R$ 56,5 milhões das despesas financeiras líquidas.

Expansão e modernização

A expansão e evolução do parque gerador da Companhia são fatos importantes do primeiro trimestre. O Complexo Eólico Santa Mônica, no Ceará, teve sua montagem e comissionamento concluídos e já está operando com sua capacidade instalada total de 97,2 MW. Em março, foi concluída a modernização da Usina Hidrelétrica Salto Santiago, no Paraná. A obra resultou na ampliação de 3,6% no rendimento da usina, que vai gerar mais energia utilizando menos água.

Destaques do Trimestre

Em 30 de março, a ANEEL aprovou a proposta de projeto de P&D da ENGIE Brasil Energia, que visa testar sistemas de armazenamento de energia com baterias eletroquímicas, incluindo uma estação de recarga rápida para veículos elétricos. O projeto será desenvolvido em cooperação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 36 meses, com orçamento de R$ 25,4 milhões.

Na área de sustentabilidade, um destaque foi o encerramento, em março, do ciclo de emissões de CERs (Certificados de Redução da Emissão de Carbono) na Usina de Cogeração Lages (SC), que gera energia elétrica com resíduos da indústria madeireira. Em dez anos de vigência do projeto, a usina reduziu a emissão de 2,5 milhões de tCO2e (toneladas de dióxido de carbono equivalente). Lajes foi o primeiro projeto do braço internacional de energia do grupo ENGIE a ser registrado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

No primeiro trimestre do ano a ENGIE iniciou uma sondagem de mercado para identificar potenciais compradores para os ativos de geração a carvão – Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (857 MW), em Santa Catarina, e Usina Termelétrica Pampa Sul (340 MW), em implantação no Rio Grande do Sul. “Estamos na fase de negociação de acordos de confidencialidade, visando o recebimento de propostas não vinculantes, que serão analisadas para fundamentar a decisão de dar ou não prosseguimento ao processo”, complementa Sattamini.

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