ENGIE Brasil Energia teve lucro líquido de R$ 1,55 bilhão em 2016

O Conselho de Administração da ENGIE Brasil Energia aprovou a proposta de dividendos complementares no montante de R$ 409,6 milhões

Engie e os resultados

 

Mesmo em um ano difícil na economia e na política, em 2016 a ENGIE Brasil Energia conseguiu registrar um lucro líquido de R$ 1.548,3 milhões (R$ 2,3720/ação), valor 3,1% (R$ 47 milhões) superior ao obtido em 2015. Já o Ebitda alcançou R$ 3.175,6 milhões, um crescimento de 2% ou R$ 61 milhões, em comparação com 2015. A margem Ebitda foi de 49,3%, um aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. A administração aprovou proposta para distribuir o lucro líquido ajustado, a ser ratificada na Assembleia Geral Ordinária, marcada para 17 de abril de 2017.

O diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini, destacou que esse desempenho deve-se, essencialmente, à combinação dos seguintes fatores: “O efeito da estratégia de contratação de longo prazo da Companhia — que lhe garantiu a sustentação da receita de vendas ante a crítica situação da economia —, com o baixo endividamento líquido no decorrer do ano; a redução do consumo de combustível para geração de energia — em virtude do menor despacho termelétrico; o declínio no volume de compras de energia para revenda; e o reconhecimento de redução de valor recuperável de ativos ligados à termogeração”.

A redução do consumo e a contração da economia brasileira podem ser observadas em dois resultados: a receita líquida de vendas reduziu 1,1%, ou R$ 69,7 milhões, em comparação com 2015, totalizando R$ 6.442,4 milhões; e a quantidade de energia vendida em 2016 foi de 34.789 GWh (3.971 MW médios), volume 3,5% menor que o verificado em 2015. Por sua vez, o preço médio dos contratos de venda de energia foi 5,4% superior ao do ano passado, totalizando 180,68/MWh. “O reajuste foi abaixo da inflação, resultado de menores preços em novos contratos”, comentou Sattamini.

Transição energética

Em meio a um cenário desafiador, a Companhia deu continuidade ao processo de integração estratégica proposto por sua controladora, a ENGIE. O investimento em fontes renováveis e a decisão de não mais construir novas usinas a carvão reafirmam o compromisso da ENGIE com a transição energética.

Alinhada com a estratégia de descarbonização da ENGIE, a Companhia contratou, em fevereiro de 2017, o Banco Morgan Stanley S.A. para prestar assessoria financeira em uma sondagem de mercado, visando identificar potenciais compradores para seus dois ativos de geração de energia a carvão: o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, localizado em Capivari de Baixo (SC), e a Usina Termelétrica Pampa Sul, em construção no município de Candiota (RS). Antes disso, em 2016, a Companhia encerrou a operação da Usina Termelétrica Charqueadas (36 MW), no Rio Grande do Sul.

Expansão e novos negócios

No primeiro semestre de 2016, a ENGIE ingressou no mercado de geração distribuída, por meio da Companhia, ao adquirir 50% do capital da GD Brasil Energia Solar, criando a ENGIE Geração Solar Distribuída S.A.

Em dezembro, a Companhia concluiu as negociações para venda das Usinas Eólicas Beberibe (CE) e Pedra do Sal (PI), bem como da Pequena Central Hidrelétrica Areia Branca (MG). A operação visa priorizar a expansão em ativos que ofereçam maior grau de sinergia entre si.

Atualmente estão em construção quatro usinas: a termelétrica Pampa Sul (340 MW), em Candiota (RS), e outras três para geração a partir de fontes renováveis na região Nordeste. A Fase 1 do Complexo Eólico Campo Largo (326,7 MW), nos municípios de Umburanas e Sento Sé (BA), tem início da operação comercial previsto para o final de 2018.

Em Trairi (CE), o Complexo Eólico Santa Mônica (97,2 MW), composto pelos empreendimentos Estrela, Cacimbas, Santa Mônica e Ouro Verde, está com as obras avançadas. No quarto trimestre de 2016, foi iniciada a operação comercial da Central Eólica Santa Mônica e de três dos sete aerogeradores de Cacimbas. Os quatro restantes foram liberados para operar a partir de janeiro de 2017. As demais centrais eólicas do Complexo entrarão gradualmente em operação até final de março.

Este ano, começam as obras da Central Fotovoltaica Assu V (30 MW), no município de Assu (RN), que deve entrar em operação em dezembro.

Jirau

O marco da ENGIE, no Brasil, em 2016, foi a inauguração da Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no Rio Madeira, em Rondônia. Maior projeto hidrelétrico desenvolvido pela ENGIE no mundo e quarto maior do País em atividade, o empreendimento tem capacidade instalada de 3.750 MW e produzirá energia equivalente ao consumo de 10 milhões de residências. Em 2017, a Companhia espera analisar, através de um Comitê Independente para Transações com Partes Relacionadas, a possibilidade de transferência da parcela de 40% detida pela ENGIE em Jirau para a ENGIE Brasil Energia.

O Conselho de Administração da ENGIE Brasil Energia aprovou a proposta de dividendos complementares no montante de R$ 409,6 milhões (R$ 0,6275/ação), que deverá ser ratificada pela Assembleia Geral Ordinária. “Os sólidos resultados registrados em 2016 garantem a continuidade do modelo de negócios da Companhia e seu plano de crescimento, o que nos prepara para capturar oportunidades que possam surgir da esperada melhora no cenário econômico”, afirmou Sattamini.

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