Eólica segue no foco da GE com ampliação em 30% na capacidade de entrega

Investimentos realizados pelos fornecedores da empresa já somam mais de R$ 150 milhões em Capex

Avanço em equipamento

A GE segue apostando no setor de turbinas eólicas no Brasil e expande sua capacidade anual. Com o desenvolvimento de sua cadeia de fornecedores, a empresa chegará à marca de 500 máquinas produzidas anualmente a partir de sua fábrica de aerogeradores, localizada em Campinas, no interior de São Paulo. A capacidade anterior era de 400 máquinas/ano.Com o marco, a GE poderá adicionar anualmente mais de um GW ao grid, o que representa metade da capacidade eólica contratada nos leilões de energia realizados em 2014 (2,2 GW).

“Apostamos no desenvolvimento da energia eólica desde antes do primeiro leilão de energia eólica no Brasil e continuaremos a acreditar na importância desta fonte para a maior estabilidade do sistema energético do Brasil”, detalha Jean-Claude Robert, líder de da divisão de Energias Renováveis da GE para América Latina.

Uma das principais parcerias firmadas pela GE nesse contexto foi com a fabricante sueca de rolamentos SKF, que em junho iniciou a operação de sua primeira fábrica de rolamentos eólicos (pitch e yaw) no Brasil, localizada em Cajamar, em São Paulo, e fruto do investimento de R$ 73 milhões. A chegada do novo player ao mercado brasileiro deverá duplicar a capacidade de rolamentos fornecimento para todo o setor eólico, até então atendido por uma única empresa.

Os rolamentos produzidos na nova fábrica são considerados fundamentais na estrutura dos aerogeradores (conecta o hub às pás e a nacelle à torre) e, até então, era um dos principais gargalos na cadeia de suprimentos do País. “A partir da entrada da SKF expandimos a cadeia nacional de suprimentos e estimulamos o crescimento contínuo da indústria eólica, ao mesmo tempo em que cumprimos com a regra de nacionalização de componentes”, explica Rodrigo Ferreira, diretor de Suprimentos do braço de Energias Renováveis da GE.

O contrato entre as empresas prevê uma parceria de longo prazo que beneficiará não somente a GE, mas outros fabricantes de aerogeradores com atuação no Brasil. As encomendas da GE ocuparão parte da capacidade produtiva da SKF, podendo a parceira negociar o restante com outros players que mantém atuação no mercado brasileiro.

“A produção em território brasileiro se deve, fundamentalmente, às perspectivas de crescimento do mercado eólico e à posição de liderança desempenhada pela GE no setor”, comenta Stephen Curtis, diretor Comercial Global da SKF. O contrato da GE com a SKF tem o objetivo de garantir o cumprimento das normas de nacionalização requeridas pelo BNDES. O órgão e exige a nacionalização de partes dos componentes das turbinas eólicas para inclusão do produto no Finame, linha de crédito com condições diferenciadas para a compra de equipamentos.

Atração de novos fornecedores

Além da parceria com a SKF, a GE tem investido na atração de outros parceiros a fim de trazê-los para o Brasil, bem como incentivar fornecedores nacionais a expandir suas operações para o segmento eólico. A estratégia é tida pela empresa como fundamental para enfrentar gargalos existentes no setor e estimular a expansão dos projetos eólicos e a participação da fonte de energia na matriz elétrica do País.

Nos últimos dois anos, a empresa foi responsável por desenvolver mais de cem novos fornecedores e estimular a instalação de seis novos parques fabris de empresas parceiras. No segundo trimestre deste ano, os investimentos realizados pelos fornecedores da GE já somam mais de R$ 150 milhões em Capex e geraram mais de 300 empregos diretos no País.

“A entrada de novos atores no setor eólico demonstra a confiança na fonte de energia como alternativa para a diversificação da atual matriz elétrica. O mercado em geral já nota os benefícios e competitividade da força dos ventos, o que acaba sendo refletido em toda a cadeia produtiva nacional”, analisa Ferreira.

Além da fábrica de aerogeradores em Campinas, a GE ainda mantém dois centros de operação e manutenção de turbinas na Bahia e no Rio Grande do Norte. Acompanhando a expansão da energia eólica na matriz elétrica brasileira, ainda neste ano a companhia colocará em operação outros três centros de serviços no Piauí, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul.

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