Itaipu avalia criar escritório conjunto com a ONU para promover ODS

A reunião fora da usina, na capital paranaense, foi uma retribuição dos brasileiros à hospitalidade da diretoria paraguaia, que, em maio, promoveu a RDE de número mil em Assunção

Foto: Alexandre Marquetti

Diretores brasileiros e paraguaios da Itaipu Binacional, reunidos nesta quinta-feira (06), em Curitiba, discutiram a possibilidade de criar um escritório conjunto com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (Undesa). O assunto foi tratado na 1.003ª Reunião de Diretoria Executiva (RDE) da Itaipu, promovida no Chapéu do Pensador, na capital paranaense.

A criação do escritório daria prosseguimento ao compromisso assumido pela empresa com a Undesa, no último mês de abril, em Nova York. Na ocasião, os diretores-gerais da Itaipu, Luiz Fernando Vianna (Brasil) e James Spalding (Paraguai) firmaram um acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Undesa, Juwang Zhu, voltado ao compartilhamento de boas práticas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 7, que tratam de água e energia.

“A Itaipu é um exemplo de empreendimento binacional que deu certo. Uma empresa que gera energia limpa e renovável, com responsabilidade socioambiental e com uma série de iniciativas que são referência”, afirmou Vianna.

Os detalhes sobre o funcionamento do escritório binacional, que deverá ser instalado na área da própria usina, ainda serão definidos. Entre os dias 17 e 19 de julho, a Itaipu participará de um fórum da ONU em Nova York voltado a lideranças empresariais. O objetivo é discutir estratégias de promoção dos ODS e da Agenda 2030, que contém uma série de metas globais para redução da pobreza e dos desequilíbrios ambientais, e para a promoção da sustentabilidade nos mais diversos campos.

Compliance

Além do acordo com a Undesa, a 1.003ª RDE da Itaipu também teve como tema a criação de um programa de compliance binacional. O programa terá coordenadores em cada margem da usina. Também será criado um Código de Conduta e Ética, mais amplo e detalhado do que o atual Código de Ética da empresa. “O programa de compliance tem como objetivo tornar nossas ações mais transparentes e em conformidade com as normas e o Tratado que regem a Itaipu”, completou Vianna.

As RDEs são encontros quinzenais das diretorias brasileira e paraguaia da Itaipu, normalmente realizados no Edifício da Produção, localizado no ponto central da barragem, na fronteira entre Brasil e Paraguai. A última vez que foi realizada em Curitiba foi há 16 anos, em abril de 2001, além de duas outras oportunidades em 1996. A reunião fora da usina, na capital paranaense, foi uma retribuição dos brasileiros à hospitalidade da diretoria paraguaia, que, em maio, promoveu a RDE de número mil em Assunção.

“Estamos muito contentes por estarmos aqui. Os temas tratados na reunião foram muito bem encaminhados”, afirmou o diretor-geral paraguaio James Spalding. “A Itaipu, apesar de ser binacional, é uma empresa só e temos tido uma sinergia muito grande entre as diretorias brasileira e paraguaia”, acrescentou.

“Tenho acompanhado de perto a história de conquistas da Itaipu e a grande contribuição dessa empresa ao Paraguai e ao Brasil, e especialmente ao Paraná, que tem o privilégio de abrigar essa hidrelétrica em seu território. É uma contribuição que se dá não apenas com a produção de energia, mas também com a geração de emprego e renda, e respeito ao meio ambiente. Tenho certeza de que Itaipu continuará dando grandes contribuições”, afirmou o governador Beto Richa.

O prefeito Rafael Greca, dirigindo-se especialmente aos diretores paraguaios, ressaltou os laços históricos entre o estado do Paraná e o Paraguai, especialmente pelo vínculo do território dos guaranis, as missões jesuíticas e a missão do explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, que percorreu a extensão do Rio Iguaçu, descobriu as Cataratas e seguiu até Assunção.

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