Itaipu ensaia integração no programa mundial de Energia Sustentável para todos

Diretores da binacional participam de fórum internacional em Nova York até amanhã quarta-feira (05)

Divulgação

A executiva chefe do programa Sustainable Energy For All (SEforALL) (Energia Sustentável para Todos, em Português), Rachel Kyte, sinalizou nesta segunda-feira (03) com a possibilidade de firmar um acordo com a Itaipu Binacional. A ideia é que a empresa faça parte do programa, que é apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem como objetivos universalizar os serviços básicos de energia, aumentar a eficiência energética e a participação das energias renováveis na matriz energética global até 2030.

O assunto foi tema de um encontro entre a executiva, os diretores gerais da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Vianna (Brasil) e James Spalding (Paraguai), e o diretor de Coordenação Executiva, Pedro Domaniczky Lanik, que estão em Nova York para participar do Fórum Energia Sustentável para Todos, que vai até a próxima quarta-feira (5) e reúne mais de mil representantes de alto nível, de governos, empresas, sociedade civil e organizações internacionais.

Rachel Kyte parabenizou a Itaipu pelo recorde mundial de geração de energia (103,1 milhões de Megawatts/hora produzidos em 2016) e pelo papel da Itaipu na promoção da sustentabilidade, das energias renováveis e de boas práticas na produção energética. E afirmou que gostaria que Itaipu some esforços com a iniciativa da ONU.

Com o tema “Going Further, Faster – Together” (Indo mais longe, mais rápido – juntos), o fórum Energia Sustentável para Todos é uma oportunidade para o intercâmbio de experiências e novas parcerias para auxiliar na execução do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número sete, que é garantir acesso a energia barata, confiável e sustentável para todos.

Além da reunião com a executiva chefe do SEforALL, a agenda da Itaipu no fórum contou com a participação do diretor-geral paraguaio, James Spalding, em um debate sobre a questão da produtividade e eficiência nas empresas de energia.

Nos próximos dias, os representantes da Itaipu também terão reuniões bilaterais com representantes do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), em especial Juwang Zhu, diretor de Desenvolvimento Sustentável, e Iván Vera, chefe da Divisão de Água, Energia e Desenvolvimento de Capacidade.

Primeiro trimestre

A Itaipu Binacional teve a maior produção diária de todos os tempos, no primeiro trimestre deste ano. A média foi de 284.496 megawatts-hora (MWh), ante os 281.664 MWh de geração diária em 2016, o segundo melhor resultado desde que a usina entrou em operação, há quase 33 anos (maio de 1984).

Mesmo com um dia a menos no calendário em relação a 2016, que foi um ano bissexto, e em condições hidrológicas menos favoráveis, a produção acumulada nos três primeiros meses de 2017 praticamente empatou com a do mesmo período do ano passado. Foram 25.604.769 MWh, apenas 0,1% inferior em relação ao recorde trimestral de 2016, que foi de 25.631.082 MWh.

Com a marca de 103 milhões de MWh em 2016, a Itaipu Binacional teve um ano histórico e voltou a ser a maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do planeta. O volume superou em mais de 3 milhões de MWh o desafio estabelecido em 2012 pela diretoria da empresa. Foi a primeira vez que a hidrelétrica gerou mais de 100 milhões de MWh num ano, uma meta que continua mantida para os próximos anos.

Só o que Itaipu gerou de janeiro a março deste ano seria suficiente para atender uma cidade como Curitiba durante cinco anos e três meses. A produção de Itaipu no primeiro trimestre já a coloca em segundo lugar, hoje, quando comparada à produção anual entre todas as 4.500 plantas de geração elétrica do Brasil.

 

Dança das águas

A usina de Itaipu vem mantendo, nos últimos anos, o aproveitamento total da matéria-prima para a produção de energia (a água), com mais flexibilização das manutenções. É a chamada “dança das águas”, que permite preparar o reservatório para acumular mais água quando há previsão de chuvas a montante da usina e deixar todas as unidades geradoras prontas para serem acionadas a qualquer tempo.

No primeiro trimestre, o Fator de Capacidade Operativa, que mede a eficiência na utilização das águas, foi de 100% em Itaipu.

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