Light fica com receita líquida de R$8,7 bilhões em 2016

No ano, o Ebitda Ajustado foi de R$ 1,4 bilhão, 11,6% menor que R$ 1,61 bilhão de 2015

Light em valor de mercado

A Light apresentou balanço financeiro nesta segunda-feira referente ao exercício de 2016.

No ano, a Companhoa apurou um prejuízo de R$ 312,9 milhões, explicado em grande parte pela queda de 23,7% no Ebitda Ajustado da Distribuidora (que exclui equivalência patrimonial e outras receitas e despesas operacionais) influenciado por efeitos não recorrentes no 4T16, tais como a reversão de R$ 144,8 milhões nas Provisões para riscos e o efeito de R$ 155,6 milhões negativos relacionados à diferença entre o VNR homologado pela ANEEL e o valor justo do ativo financeiro da concessão. Além desses fatores, o resultado ainda foi impactado negativamente pela Equivalência Patrimonial de R$ 336,4 milhões, em função dos resultados de Renova e Guanhães, que tiveram reconhecimento de impairment no ano de 2016.

A receita líquida, desconsiderando a receita de construção, totalizou R$ 8,75 bilhões, 12,2% abaixo da registrada em 2015, fato que pode ser justificado, entre outros fatores, pela queda no volume de energia vendida pela distribuidora no 4T16, impactado pelo reajuste tarifário de -12,25% (em média), homologado em 07 de novembro de 2016. Esse efeito da queda foi amenizado pela recuperação de energia que adicionou a esta rubrica R$ 164 milhões também no último trimestre do ano.

No ano, o Ebitda Ajustado foi de R$ 1,4 bilhão, 11,6% menor que R$ 1,61 bilhão de 2015, com margem Ebitda Ajustado de 16,3%, redução 0,1 p.p. em comparação ao registrado no ano anterior. Tal fato é justificado principalmente pela redução da receita da distribuidora.

A dívida bruta da Light em 31 de dezembro de 2016 era de R$ 6,94 bilhões, apresentando uma redução de 8,3%, ou R$ 630,6 mil, em relação à posição em 31 de dezembro de 2015. A dívida líquida totalizou R$ 6,21 bilhões, redução de 4,3% em relação a 2015. A relação Dívida Líquida/Ebitda para covenants 7 passou de 3,85x em setembro de 2016 para 3,72x em dezembro de 2016, abaixo do limite superior que, a partir do 4T16, voltou a ser de 3,75x. O indicador Ebitda para covenants/despesa de juros obtido em dezembro de 2016 foi de 2,35x, acima do limite inferior de 2,0x. O prazo médio de vencimento da dívida é de 2,43 anos e o custo médio nominal da dívida ficou em 15,42% a.a.

Geração

Em 2016 foi vendido um volume 3,0% superior ao ano de 2015, sendo 4.227,0 GWh frente a 4.101,9 GWh. A venda de energia no Ambiente de Contratação Livre (“ACL”) manteve uma trajetória de crescimento ao longo do ano terminando em 8,8% acima do patamar de 2015.

Comercialização

Em 2016, a comercialização de energia somou o montante de 5.711 GWh, 10,7% acima dos 5.158 GWh comercializados no ano anterior.

Investimentos

No ano de 2016, o total investido pela Light somou R$ 953,2 milhões. O maior volume de investimentos foi concentrado no segmento de Distribuição – R$ 659,0 milhões, principalmente, em reforços da rede e expansão (incluindo os investimentos relacionados às Olimpíadas no montante de R$ 100,1 milhões) e nas ações de combate às perdas. Destaca-se a redução na rubrica de Perdas em R$ 108 milhões (30,1%) em comparação com 2015, decorrente da nova estratégia de combate ao furto de energia, que é mais intensiva em custeio.

O segmento de distribuição apresentou redução de 14,8% nos investimentos realizados em 2016 na comparação com 2015. Com isso, o volume total investido pela Companhia em 2016 (sem aportes) apresentou uma queda de 13,5% quando comparado ao ano anterior, e, ainda assim, apresentando significativa melhora nos indicadores de qualidade, perdas e adimplência.

Mercado de capitais

Em 31 de dezembro de 2016 o capital social da Light S.A. era composto por 203.934.060 ações ordinárias. Desse total, 78.488.656 ações encontravam-se em circulação. As ações da Light são listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa desde Julho de 2005. As ações da Companhia compõem o IGC, IEE, IBrX, ISE, ITAG e IDIV.

As ações da Light também são negociadas no mercado de balcão americano (Over-the-Counter – OTC), através de ADR Nível 1, sob o ticker LGSXY. Quanto ao desempenho das ações da Light S.A. (LIGT3), nota-se valorização de 75,4% em comparação a 2015. Em dezembro de 2016, a ação da Light estava cotada em R$ 17,36 enquanto que, em 2015, o papel encerrou o exercício a R$ 9,90. O valor de mercado da Companhia encerrou o ano em aproximadamente R$ 3,5 bilhões.

No comunicado, a Companhia avalia com interessante o início de 2017. “O reequilíbrio econômico-financeiro da distribuidora, aliado às perspectivas de melhora no cenário econômico do país, com queda na taxa básica de juros, comporão um cenário que permitirá ao grupo Light reduzir os custos com endividamento e fortalecer seu fluxo de caixa. É fundamental ainda para a Companhia otimizar seu programa de investimentos focando em seu core business que é a distribuição, revendo seu portfólio de ativos à luz dos potenciais retornos e das disponibilidades de curto prazo”, diz a direção.

A Light está presente em 31 municípios do Estado do Rio de Janeiro abrangendo uma região com cerca de onze milhões de pessoas e encerrou 2016 com mais de quatro milhões de clientes.

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