Magliano recomenda papéis da Engie e preço justo de R$37,35

O CA aprovou a distribuição de dividendos intercalares no valor de R$ 939 milhões

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A Magliano Corretora recomendou nesta quinta-feira a compra para os papéis da Engie (ENGI3) – antiga Tractebel, ao preços de R$37,35.

A leitura para a Engie aponta para a capacidade instalada própria de 7.070 MW, equivalente a cerca de 6,3% do total no Brasil. Seu parque gerador é composto por 31 plantas, todas operadas sob sua gestão, das quais nove são hidrelétricas, quatro termelétricas e dezoito complementares: três a biomassa, onze eólicas, três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e uma solar.

Entretanto, a capacidade instalada operada pela ENGIE é de 8.790 MW, pois quatro dessas usinas são exploradas comercialmente por meio de parcerias com outras empresas: Usina Hidrelétrica Itá, Usina Hidrelétrica Machadinho, Usina Hidrelétrica Estreito e Usina Termelétrica Ibitiúva Bioenergética, além de participação na Usina Hidrelétrica de Jirau.

“A empresa se destaca por sua saudável política de remuneração a seus acionistas. A meta de distribuição de proventos estabelece um pagamento semestral mínimo de 55% do lucro líquido ajustado, taxa superior aos 30% previstos em seu Estatuto Social, que por sua vez já são superiores aos 25% previstos pela Lei das S.A. Em 2016, foi distribuído 100% do lucro líquido ajustado do exercício sob a forma de dividendos e juros sobre o capital próprio. No 1S17 esta postura foi continuada, mas alertamos que a definição desse percentual depende da condição financeira da Companhia, suas perspectivas e estratégias, além das condições macroeconômicas, o que indica que haja espaço para manter esta estratégia para o 2S17”, consideram os analistas da Magliano Corretora.

Resultados  de energia

O preço médio de venda de energia, líquido dos tributos sobre a receita, atingiu R$ 178,5/MWh no 2T17, 1,1% abaixo do obtido no 2T16, que se posicionou na época em R$ 180,4/MWh. A redução do preço ocorreu, essencialmente, em razão do encerramento de contratos de venda para consumidores livres e comercializadoras com preços superiores à média dos contratos vigentes e dos praticados em novas contratações, em função do alto preço praticado para as vendas de 2016, fruto da pressão sobre os preços de curto prazo observados durante o ano de 2015.

Por outro lado, o volume de vendas de energia vendida passou de 8.490 GWh (3.887 MW médios) no 2T16 para 8.883 GWh (4.067 MW médios) no 2T17, aumento de 393 GWh (180 MW médios) entre os períodos comparados. Tais variações decorreram, substancialmente, da combinação do acréscimo de venda de energia convencional para comercializadoras e de incentivada para consumidores livres, inclusive pela entrada em operação comercial do Complexo Santa Mônica, com o término de contratos de vendas existentes, em especial para distribuidoras.

O Conselho de Administração da empresa aprovou a distribuição de dividendos intercalares com base nas demonstrações financeiras levantadas em 30 de junho de 2017, no valor de R$ 939 milhões (R$ 1,4384206188 por ação), representando um payout de 100% para o primeiro semestre de 2017 considerando o lucro líquido distribuível.

Opinião:

“A ação se enquadra no perfil de ativo para carteiras que buscam retorno via dividendos.
A empresa apresenta boa estrutura de capital, projetos com grande potencial de agregar geração de caixa nos próximos resultados, o que cria espaço para criar valor para o valuation da empresa. Seguimos com recomendação de compra para a ação”, fecha o comunicado assinado pelos analistas, Pedro Galdi e Carlos Soares Rodrigues.

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