Moody’s atribui ratings Baa3/Aa1.br para emissão de R$ 450 milhões em debêntures da AES Tietê

Agência continuará acompanhando os desdobramentos das negociações entre o governo federal e as companhias de geração hídrica sobre a MP 688

Moody's revisa

A Moody’s América Latina atribuiu na última sexta-feira (30) um rating Baa3 em escala global e Aa1.br em escala nacional brasileira (NSR) para os R$450 milhões em debêntures amortizáveis sem garantia da AES Tietê, emissão que será feita em até três tranches com vencimentos até 5 anos. A Moody’s, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entende que o montante desta emissão pode ser aumentado em até R$157 milões, conforme processo de book buiding.
Ao mesmo tempo, a agência afirmou os ratings Baa3 em escala global e Aa1.br em escala “NSR” atribuídos à AES Tietê. Além disso, afirmou os ratings Baa3/Aa1.br atribuídos aos R$300 milhões em debêntures quirografárias amortizáveis da AES Tietê com vencimento em março de 2020 e as R$498 milhões de debêntures sem garantia com vencimento em 2019. A perspectiva para todos os ratings é negativa.

A Moody’s considerou que os fundamentos dos ratings ao emissor Baa3/Aa1.br refletem as adequadas métricas de crédito da AES Tietê para a categoria de rating em que está inserida, o expertise da companhia no gerenciamento do negócio de geração de energia elétrica adicionalmente ao acesso resiliente da empresa aos mercados bancário e de capitais doméstico.

A perspectiva negativa reflete os seguintes fatores: os efeitos negativos que o atual período de seca exerce sobre a rentabilidade, liquidez e capitalização da companhia; as fracas condições econômicas de mercado que afetam a demanda; as perdas recorrentes associadas à exposição da companhia ao mercado à vista; as pressões de Capex resultantes de uma obrigação contratual segundo a qual a AES Tietê tem de expandir sua capacidade de geração em 15% no estado de São Paulo; a prática da companhia de pagar dividendos relativamente altos aos acionistas; e a expiração do contrato de venda de energia com a AES Eltropaulo e o esperado impacto negativo sobre o fluxo de caixa operacional e margens a partir de 2016. O rating Aa1.br em escala nacional brasileira reflete a posição de qualidade de crédito da companhia em relação aos pares domésticos.

A agência explicou também que, a companhia registrou fraco desempenho em 2014, resultante de sua posição integralmente contratada e da exposição aos elevados preços ao mercado à vista. Estas condições, combinadas com uma agressiva política de pagamento de dividendos, levaram as métricas de crédito e de liquidez a uma posição significativamente mais fracas.

A Moody’s acrescenta que continuará acompanhando os desdobramentos das atuais negociações entre o governo federal e as companhias de geração hídrica sobre a implementação da medida provisória 688, que basicamente consiste na transferência do risco hidrológico para os consumidores. A agência explica que espera a implementação da medida provisória 688 tenha impacto relevante na avaliação da qualidade do “arcabouço regulatório” dependendo do nível de aderência das geradoras e do prêmio a ser pago por elas para transferir o risco hidrológico aos consumidores.

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