Moody’s confirma ratings da AES Tietê em escala global para Baa3

Agência considera também que a empresa deverá continuar registrando Geração Interna de Caixa mais fraca do que o esperado em 2015 e 2016

Moody's revisa

A Agência de classificação de riscos, Moody’s América Latina, confirmou nesta quinta-feira, o rating na escala global Baa3 e o rating na escala nacional Aa1.br da AES Tietê e alterou a perspectiva para negativa, de em revisão para rebaixamento. Ao mesmo tempo, a Moody’s confirmou os ratings Baa3/Aa1.br atribuídos a R$300 milhões em debêntures quirografárias amortizáveis da empresa, com vencimento em março de 2020 e também alterou a perspectiva negativa, de em revisão para rebaixamento. Os ratings Baa3/Aa1.br atribuídos a R$498 milhões em debêntures quirografárias emitidas em maio de 2013 também foram confirmadas e a perspectiva alterada para negativa, de em revisão para rebaixamento. Isso conclui, de acordo com o comunicado, a revisão para rebaixamento que foi iniciada em 13 de fevereiro deste ano.

De acordo com a Moody’s, os fundamentos dos ratings se deram com a “performance financeira mais baixa do que o esperado da geradora hidrelétrica em 2014 resultou de posição integralmente contratada e subsequente exposição forçada ao mercado de curto prazo, com início ao fim do segundo trimestre, em decorrência do impacto das condições de seca, que resultou em perda operacional no segundo semestre, o que em conjunto com a manutenção de um programa de investimento acima do usual e indicador agressivo de distribuição de dividendos levou  a indicadores de crédito e posição de liquidez consideravelmente mais fracos. Em decorrência de incertezas relacionadas ao consumo de energia elétrica e aos níveis dos reservatórios de água no início da próxima temporada de chuvas em novembro e do potencial prejuízo operacional adicional, causadas pela continuidade da exposição ao mercado de curto prazo nos próximos sete meses, até a finalização do contrato de fornecimento de energia no final do ano com sua afiliada Eletropaulo, junto com o programa de investimentos atual e a forma pela qual a empresa irá administrar sua política de dividendos e posição de liquidez, levou a agência a confirmar os ratings da AES Tietê, mas alterar a perspectiva para negativa.”

A Moody’s considera também que a empresa deverá continuar registrando Geração Interna de Caixa mais fraca do que o esperado em 2015 e 2016, assim como provavelmente deve continuara precisando comprar energia elétrica no mercado de curto prazo para cumprir suas obrigações contratuais com a AES Eletropaulo em 2015 e 2016 deve ser menor, na medida em que a estratégia da empresa for manter não contratada parte de sua energia disponível.

A agência considera a probabilidade e riscos associados à obrigação contratual existente da AES Tietê para aumentar a capacidade instalada de geração em 15% no Estado de São Paulo, o que se ocorrer, deve aumentar de forma significativa a alavancagem, em decorrência dos custos de construção estimados no intervalo de R$1,1 bilhão.

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