Pesquisa mostra que só 15% das empresas do setor utilizam profissionais internos para cargos críticos, aponta KPMG

O problema da ausência de talentos nos setores de energia e recursos naturais tornou-se crônico e caro

Oportunidades para jovens

A KPMG mostrou em pesquisa que, os setores de energia e recursos naturais estão enfrentando uma grande crise de talentos para assumir cargos críticos nas empresas. A pesquisa, intitulada “Quando uma crise encontra outra: focando em talentos no longo prazo” (do inglês, When one crisis meets another: focusing on talent for the long term) apresentada durante um webcast realizado pela empresa, apontou que só 15% das companhias dessa indústria, no mundo inteiro, preparam e utilizam profissionais internos para assumir cargos de maior relevância.

“A queda vivida pela indústria nos anos 80 e 90, seguida da inadequação do planejamento da força de trabalho, resultou numa falta de profissionais qualificados da geração X. O problema da ausência de talentos nos setores de energia e recursos naturais tornou-se crônico e caro. Nas últimas quatro décadas, o preço do petróleo sofreu quedas bruscas e as reações foram demissões em massa, ou seja, o segmento está programado para repetir os mesmos erros do passado”, explica sócio da KPMG líder do setor de Energia e Recursos Naturais, Martiniano Lopes.

De acordo com o levantamento, os principais gargalos enfrentados pelo setor na América Latina são influência do Governo, política de conteúdo local, ruptura tecnológica e a falta de um planejamento estratégico de longo prazo nas empresas. Tendo em vista esse contexto, a pesquisa elencou cinco estratégias de gestão de talentos que as companhias podem implementar para mitigar esse cenário de crise. São elas: definir um planejamento estratégico para a força de trabalho; tirar maior proveito possível das análises de dados; gerenciar os profissionais terceirizados de maneira eficiente; proteger o conhecimento; e repensar a proposição de valor aos empregados.

“Os segmentos de energia e recursos naturais, atualmente, estão à mercê de momentos de abundância de talentos, quando o que deveria ser feito pelas empresas é a identificação da necessidade de profissionais qualificados em longo prazo. Um dos principais desafios para que isso aconteça é colocar a gestão de talentos como prioridade na pauta dos líderes”, analisa sócia da KPMG da área de People and Change, Patrícia Molino.

Segundo o estudo, além do planejamento de longo prazo, faltam em muitas empresas iniciativas para atrair e reter esses novos talentos. O levantamento apontou ainda que as companhias precisam de uma abordagem proativa e de uma proposta de valor para os funcionários mais jovens. Programas que ofereçam bolsas de estudo, estágios e incentivos não monetários podem ser uma boa saída para retenção desses profissionais.

“O acordo ‘trabalhe duro e você será recompensado em uma ou duas décadas’ não é atraente para a nova geração. Eles exigem propósito, aprendizado constante percebido e ambiente lúdico interessante e desafiador”, finaliza Molino.

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