Petrobras mostra resultados da área de tecnologia em 2014

Soluções tecnológicas que garantiram inovação e ganhos de produtividade são os destaques do Relatório de Tecnologia Petrobras 2014

Exploração marítima

A Petrobras divulgou nesta terça-feira, documento com resultados dos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) desenvolvidos pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), em articulação com as áreas de negócio da empresa.

Ao longo do ano passado, a estatal investiu US$ 1,1 bilhão em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), montante que a posiciona entre as maiores empresas investidoras em pesquisa na área de energia no mundo. Entre 2012 e 2014, o total investido pela empresa na área de pesquisa e tecnologia chegou a US$ 3,4 bilhões. Em 2014, para o desenvolvimento dos projetos, o Cenpes atuou em parceria com cerca de 100 universidades e centros de pesquisa brasileiros, e 35 no exterior. Em dezembro de 2014, encontravam-se vigentes 808 termos de cooperação com instituições de pesquisa no Brasil e 32 com instituições do exterior.

Em 2014, foram desenvolvidos 918 projetos de P&D e mais de 4 mil assistências técnicas e científicas (consultorias prestadas por técnicos do Cenpes para as áreas de negócio da companhia). No Brasil, foram solicitadas 61 patentes e concedidas 28, no mundo foram 34 patentes pedidas e 38 concedidas.

Inovação premiada

As 10 inovações tecnológicas do pré-sal premiadas em 2015 pelo comitê da Offshore Technology Conference (OTC) – evento mais importante da indústria do petróleo – são apresentadas no relatório. Elas contribuíram para a conquista de sucessivos recordes de produção do pré-sal, o mais recente sendo 865 mil barris por dia (bpd), alcançado em julho desse ano.

Uma das tecnologias premiadas pela OTC é a boia de sustentação de riser (dutos). Trata-se de um equipamento de aço que fica submerso a uma profundidade de 250 metros no oceano. A boia interliga dutos instalados nos poços de petróleo aos navios-plataformas, fazendo com que os movimentos das plataformas não sejam transmitidos aos risers. Com isso, é reduzido o esforço sobre os dutos, aumentando a vida útil do equipamento.

O início de produção no campo de Sapinhoá com sistema de produção baseado no uso da boia de sustentação de riser em 2014 é um dos destaques dos resultados de tecnologia de Exploração e Produção apresentados no Relatório.

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