Resumo dos principais balanços de empresas energéticas brasileiras do 3T17

As ações CESP6 – Preferenciais Classe B, as mais negociadas da CESP, representam 64,4% do capital total da Companhia e registraram uma variação positiva de 7,0% de janeiro a setembro de 2017

Arquivo: UI

Acompanhe o resumo dos principais resultados financeiros de empresas brasileiras referentes ao terceiro trimestre e acumulado do ano apresentados na noite de sexta-feira (11) e nesta segunda-feira (13).

Equatorial Energia – A empresa divulgou receita operacional líquida, de R$ 2,4 bilhões de reais entre julho e setembro, 19,7 % acima de igual período do ano passado. No período os destaques ficaram para a distribuidora Celpa, do Pará, que apresentou queda de 1,5% no volume total de energia distribuída no trimestre, enquanto a Cemar, no Maranhão, apresentou aumento de 2,5% na demanda por seus clientes. O saldo Ebitda ajustado divulgado no 3T17 atingiu R$ 502 milhões no trimestre, avanço de 13,7% na comparação anual. Tais fatores levaram a empresa a contabilizar um lucro líquido ajustado de R$ 252 milhões no 3T17, alta de 16,6% na comparação com igual período de 2016.

A Cesp (CESP6) teve os números pressionados neste trimestre pela maior necessidade de compra de energia elétrica no mercado de curto prazo e pela maior provisão para riscos legais. No terceiro trimestre de 2017, a Receita com Venda de Energia subiu 6,8% comparado ao mesmo período de 2016, totalizando R$ 440,4 milhões, ante R$ 412,4 milhões no 3T16. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, a receita foi de R$ 1.290,3 milhões, aumento de 4,40%, e ambas sem considerar as Receitas do Regime de Cotas de 2016, em decorrência da operação das usinas Ilha Solteira e Jupiá até 30 de junho de 2016, sem considerar também Outras Receitas. O EBITDA Ajustado totalizou R$ 65 milhões negativos no 3T17, sendo que no 3T16 havia atingido R$ 196 milhões positivos. A Margem EBITDA Ajustada no período foi de 18,1% negativa, devido principalmente ao custo da Energia Comprada. No 3T17, as Receitas Financeiras somaram R$ 35,5 milhões, 41,1% superiores aos R$ 25,2 milhões do 3T16, devido ao aumento nas receitas de variações cambiais. O Total das Despesas Financeiras no 3T17, incluindo Encargos de Dívidas e Outras Despesas Financeiras, foi de R$ 22,3 milhões, 51,4% superior ao período de 3T16. As Variações Monetárias e Cambiais, que refletem indicadores relacionados à inflação e ao câmbio resultaram em R$ 5,4 milhões negativos no 3T17, redução de 43,7% em relação ao 3T16. O Resultado Financeiro foi de R$ 7,8 milhões positivos no 3T17, contra R$ 0,9 milhão positivo no 3T16.  No 3T17, o Prejuízo Antes dos Impostos alcançou R$ 200,7 milhões e o Imposto de Renda e Contribuição Social somaram R$ 14,9 milhões positivos. Desta forma, o Prejuízo do 3T17 alcançou R$ 185,8 milhões, resultado inferior ao mesmo período de 2016, que atingiu um lucro de R$ 80,2 milhões.

As ações CESP6 – Preferenciais Classe B, as mais negociadas da CESP, representam 64,4% do capital total da Companhia e registraram uma variação positiva de 7,0% de janeiro a setembro de 2017. No mesmo período, as ações CESP5 – Preferenciais Classe A, que representam 2,3% do capital, subiram 2,6% e as ações CESP3 – Ordinárias, que representam 33,3% do capital total da Companhia, apresentaram um aumento de 3,4%.
Já o IBOVESPA registrou uma valorização de 23,3% e o IEE Índice de Energia Elétrica, uma elevação de 14,4%.

A Taesa (TAEE11) distribuirá proventos. Será distribuído dividendos e JCP no montante total líquido de R$ 0,2473 por unit, o equivalente a um yield de 1,21%. As ações ficarão ex-proventos nessa sexta-feira (17/11) e o pagamento deve ocorrer até o final desse mês.

Eneva (ENEV3) divulgou os resultados do terceiro trimestre com a geração líquida total de 3.573 GWh, com aumento de 14%, resultante de maior despacho médio. O volume de vendas de gás cresce 9% com despacho térmico de 99,5%, refletindo sazonalidade esperada do despacho das usinas do Parnaíba. A disponibilidade de Itaqui supera a requerida contratualmente pelo 2º trimestre consecutivo . Foi também bem-sucedida estratégia de hedge mitiga impactos das penalidades por indisponibilidade (ADOMP). O crescimento de 16% no EBITDA ajustado do 3T17 vs 3T16, que atingiu R$ 371 milhões. Os investimentos no 3T17 atingem R$ 78,7 milhões, com destaque para o desenvolvimento dos campos de Gavião Caboclo e Gavião Azul e a perfuração de poços exploratórios nos PADs de Morada Nova, Angical e Araguaína. A posição de caixa consolidada de R$ 689,7 milhões, com redução contínua de alavancagem (dívida líquida/EBITDA de 3,5x). Em setembro, a Parnaíba Gás Natural S.A. arrematou 5 blocos exploratórios na Bacia do Parnaíba durante a 14ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo.
Em outubro, a ENEVA concluiu oferta pública de ações, levantando R$834,5 milhões em recursos primários através da emissão de 75.862.069 novas ações ordinárias. Em 30 de setembro de 2017, a dívida bruta consolidada totalizava R$ 5,0 bilhões, com redução de 3,5% em relação ao final de 2016. Desse total, 3% está denominado em moeda estrangeira. O custo nominal médio ponderado da dívida era de 11,8% a.a. e prazo médio de vencimento de 4,3 anos.

 

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