Resumo dos principais balanços de empresas energéticas brasileiras do 3T17

Cemig - Endividamento líquido foi reduzido de R$ 13,1 bilhões para R$ 12,7 bilhões

Arquivo: UI

Acompanhe o resumo dos principais resultados financeiros de empresas energéticas brasileiras referentes ao terceiro trimestre e acumulado do ano apresentados na noite de terça-feira (14) e na manhã de hoje.

Copel – A empresa anunciou que não apresentou seus resultados do 3T17 em tempo hábil na CVM por questões relacionadas às demonstrações financeiras da UEG Araucária – UEGA, empresa controlada por uma de suas subsidiárias. A Copel acrescentou que está trabalhando para finalizar a elaboração dos resultados do terceiro trimestre “na maior brevidade possível”.

Energisa – A empresa reportou receita operacional bruta de R$ 5,4 bilhões no 3T17, alta de quase 20% ante igual trimestre de 2016. A energia total comercializada pela companhia no terceiro trimestre foi de 7,28 mil GWh, alta de 5,2%. O melhor desempenho veio com o crescimento nas vendas, motivadas pelas temperaturas mais elevadas e retomada da atividade industrial das concessões do Centro-Oeste. O saldo Ebitda ajustado recuou 12,9%, para R$ 518 milhões e seu lucro líquido ficou em R$ 134 milhões no 3T17, alta de 112% na comparação com igual período do ano passado. O endividamento líquido da empresa avançou 4,8%, para R$ 6,1 bilhões, enquanto os investimentos caíram 8,1%, para R$ 468 milhões.

Cemig – A empresa divulgou, como esperado, um fraco resultado no 3T17, refletindo não só os efeitos de seu elevado endividamento, mas principalmente a sua adesão a um programa de regularização de crédito tributário. A receita líquida consolidada do 3T17 ficou em R$ 5,1 bilhões, +4,9% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. Por outro o custo total mostrou crescimento de 31% sobre o 3T16, cujo saldo ficou em R$ 5,2 bilhões, puxado principalmente pela compra de energia e gás de terceiros e pelo efeito de ter aderido ao plano de regularização de crédito tributário – ICMS, cujo valor atingiu R$ 588 milhões, que em conjunto levaram a empresa a registrar um resultado operacional negativo de R$ 105 milhões no 3T17. Em equivalência patrimonial o saldo contabilizado foi negativo em R$ 81 milhões no 3T17, revertendo o saldo positivo de R$ 33 milhões observados no 3T16. O motivo desta reversão veio com os fracos resultados obtidos com a Renova e as usinas de Santo Antônio e de Belo Monte. Já do lado do resultado financeiro, a mudança da Selic e a queda do IPCA trouxe importante mudança no seu resultado do 3T17, sendo registrado um saldo de receita financeira líquida de R$ 12,4 milhões, contra uma despesa financeira líquida de R$ 423 milhões no mesmo período de 2016. Esta melhora no financeiro não foi suficiente para reverter às perdas anteriores que foram citadas e a Cemig acabou contabilizando um prejuízo líquido de R$ 84 milhões no 3T17, contra um lucro final de R$ 434 milhões no 3T16. Por fim, o endividamento líquido foi reduzido de R$ 13,1 bilhões para R$ 12,7 bilhões, que se mostra um patamar ainda muito elevado e cuja redução depende
unicamente de seu programa de venda de ativos.

Cemig – A empresa divulgou, como esperado, um fraco resultado no 3T17, refletindo não só os efeitos de seu elevado endividamento, mas principalmente a sua adesão a um programa de regularização de crédito tributário. A receita líquida consolidada do 3T17 ficou em R$ 5,1 bilhões, +4,9% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. Por outro o custo total mostrou crescimento de 31% sobre o 3T16, cujo saldo ficou em R$ 5,2 bilhões, puxado principalmente pela compra de energia e gás de terceiros e pelo efeito de ter aderido ao plano de regularização de crédito tributário – ICMS, cujo valor atingiu R$ 588 milhões, que em conjunto levaram a empresa a registrar um resultado operacional negativo de R$ 105 milhões no 3T17. Em equivalência patrimonial o saldo contabilizado foi negativo em R$ 81 milhões no 3T17, revertendo o saldo positivo de R$ 33 milhões observados no 3T16. O motivo desta reversão veio com os fracos resultados obtidos com a Renova e as usinas de Santo Antônio e de Belo Monte. Já do lado do resultado financeiro, a mudança da Selic e a queda do IPCA trouxe importante mudança no seu resultado do 3T17, sendo registrado um saldo de receita financeira líquida de R$ 12,4 milhões, contra uma despesa financeira líquida de R$ 423 milhões no mesmo período de 2016. Esta melhora no financeiro não foi suficiente para reverter às perdas anteriores que foram citadas e a Cemig acabou contabilizando um prejuízo líquido de R$ 84 milhões no 3T17, contra um lucro final de R$ 434 milhões no 3T16. Por fim, o endividamento líquido foi reduzido de R$ 13,1 bilhões para R$ 12,7 bilhões, que se mostra um patamar ainda muito elevado e cuja redução depende
unicamente de seu programa de venda de ativos.

IPOs previstos

Várias empresas brasileiras estão correndo para abrir capital antes do fim deste ano, em meio a preocupações com a imprevisibilidade das eleições no próximo ano, que pode esfriar a demanda por novas ações. Empresas, incluindo a elétrica Neoenergia e a provedora de Internet e telefonia móvel Algar Telecom, deverão precificar suas ofertas na terceira semana de dezembro, acompanhadas pela operadora da franquia Burger King, a BK Brasil, e a BR Distribuidora. Prazos regulamentares e a paralisação das atividades durante os feriados de final do ano levaram a uma concentração de ofertas no que pode ser a semana de maior arrecadação com IPOs no país em quatro anos, potencialmente levantando mais de US$ 2 bilhões. Vale lembrar que operações de IPO na B3, levantaram US$ 3,4 bilhões em 2017, mais do que a somatória dos três anos anteriores. Nesta etapa final do ano, as empresas brasileiras estão correndo com seus IPOs, de olho no que poderia ser uma montanha russa nos mercados financeiros antes das eleições presidenciais de outubro de 2018.  Todas as informações são da Corretora Magliano.

0 acharam esta informação útil

0 não acharam esta informação útil

Assuntos desta notícia