Resumo dos principais balanços de empresas energéticas brasileiras do 3T17

Acompanhe o resumo dos principais resultados financeiros de empresas brasileiras referentes ao terceiro trimestre e acumulado do ano apresentados na noite desta quinta-fera (09) e nesta sexta-feira. Geração …

Balanços trimestrais

Acompanhe o resumo dos principais resultados financeiros de empresas brasileiras referentes ao terceiro trimestre e acumulado do ano apresentados na noite desta quinta-fera (09) e nesta sexta-feira.

Geração e redução da dívida impulsionam lucro da Alupar (ALUP11). O desempenho da Alupar foi bastante resiliente neste trimestre, com a redução de 50% na Receita Anual Permitida de três empreendimentos sendo compensada pelo forte resultado na área de geração de energia, onde a estratégia de sazonalização, a entrada em operação da PCH Morro Azul e a operação integral do complexo eólico Energia dos Ventos propiciou o maior faturamento, bem como a expressiva redução no custo com compra de energia. Outro destaque foi à redução de seu endividamento que levou a redução nas despesas financeiras e, consequentemente, a alta de mais de 200% no lucro líquido do período, frente ao 3T16. A relação dívida líquida/ EBITDA também foi beneficiada por esse contexto, saindo dos 2,8x registrados doze meses atrás para 1,9x agora. Seus papéis devem responder de forma positiva ao resultado.

Resultado sem novidades da Equatorial (EQTL3). Houve gradual avanço no EBITDA do período, mas a margem recuou 1,1 p.p. em doze meses. O destaque positivo foi o crescimento das vendas no mercado livre, que compensou o dinamismo ainda fraco na classe cativa, bem como os efeitos da revisão tarifária da Cemar. Por outro lado, houve um repique no volume de perdas totais e não técnicas da Celpa, frente ao trimestre imediatamente anterior.

Novos ativos e sazonalização favorecem os números da CPFL Renováveis (CPRE3). A capacidade instalada em operação da companhia cresceu 9,3% frente ao 3T16, fato que propiciou a maior geração eólica no período, mitigando os efeitos da menor afluência hídrica sobre a geração das pequenas centrais hidrelétricas. Ademais, a estratégia de sazonalização de seus contratos também contribuiu para o maior faturamento e menor custo com compra de energia no período em análise. Assim, mesmo diante de fatores não recorrentes relacionados a baixa em contas à receber e no imobilizado, a companhia apresentou números sólidos, com margem EBITDA de 69,7% (1,5 p.p. acima do 3T16) e lucro líquido 89,2% maior em doze meses. Todas as informações são da Coinvalores Corretora.

Neonergia: A empresa estima que sua oferta inicial de ações terá um preço entre R$ 15,02 e R$ 18,52 por ação, com previsão de início da oferta em 15 de dezembro, segundo documentos divulgados pela empresa. A oferta envolverá 170,3 milhões de ações, das quais 68,9 milhões em distribuição primária. Na oferta, haverá ainda a venda de ações por atuais acionistas da companhia de 93,45 milhões de papéis detidos pelo Banco do Brasil Banco de Investimento (BB- BI) e quase 8 milhões da Previ. Nesta operação, caso o preço por ação ficar abaixo do ponto médio da faixa indicativa e não for suficiente para a companhia levantar ao menos R$ 1,1 bilhão com a oferta primária, a elétrica poderá ofertar um número de ações adicional para chegar ao valor mínimo esperado, segundo o comunicado.

Eneva – A empresa registrou lucro líquido de R$ 57 milhões no 3T17, ante prejuízo de R$ 16,7 milhões no mesmo período de 2016. O Ebitda ajustado foi de R$ 371 milhões entre julho e setembro deste ano, alta de 16% em comparação aos mesmos meses do ano passado. Todas as informações são da Magliano Corretora.

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