Revisão da EPE e ONS mostram previsão de consumo para baixo de 1,8% em 2015

Carga de energia do SIN prevista para 2015 deve se retrair 1,8%, situando-se 1.162 MWmédios abaixo do valor original previsto para a 1ª Revisão

Montadoras e a CO²

De acordo com a 2ª Revisão Quadrimestral das projeções da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), para o período 2015-2019, realizada em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, mostraram que a redução na produção industrial do submercado Sudeste/Centro-Oeste puxaram para baixo o consumo de energia elétrica em 5,1% entre janeiro e maio desse ano. Os dados foram divulgados hoje.

Os números da EPE e ONS são referentes às projeções tomando como base uma avaliação da conjuntura econômica e de mercado no primeiro semestre deste ano, os desvios observados entre a carga verificada e as projeções elaboradas para a 1ª Revisão Quadrimestral da Carga de 2015, ocorrida em abril e utilizada nos Programas Mensais de Operação de maio a julho deste ano e as postergações das interligações ao SIN dos sistemas Macapá e Boa Vista para, respectivamente, agosto/2015 e outubro/2017. Além disso, foram considerados a atual dinâmica econômica, a divulgação do aumento de tarifas de energia elétrica decorrente da cobrança das bandeiras tarifárias, da revisão tarifária extraordinária e das revisões tarifárias ordinárias já ocorridas.

Evolução da Carga no SIN e Subsistemas de janeiro-julho/15

Considerando os valores verificados até junho e os preliminares para julho previstos no PMO, a carga de energia do SIN, no período de janeiro a julho de 2015, registra um decréscimo em torno de -1,3% sobre igual período de 2014. O baixo desempenho da indústria, principalmente no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde
está concentrada cerca de 60% da carga industrial do país, bem como a redução no nível de atividade do setor de comércio e serviços, aliada ao impacto generalizado do aumento das tarifas de eletricidade no consumo de todas as classes, influenciaram negativamente os resultados do mercado e da carga do SIN no primeiro semestre.

Nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Norte a carga apresentou variações negativas de respectivamente 3,0% e 1,6%, sobretudo em função do baixo desempenho da indústria no Sudeste/Centro-Oeste cujo consumo decresceu 5,1% até maio.

No subsistema Norte registrou-se forte queda na carga de um grande consumidor industrial conectado à Rede Básica do segmento de metalurgia.

O subsistema Nordeste apresentou a maior taxa de crescimento da carga, 4,1%, principalmente como resultado do comportamento do consumo das classes residencial e comercial. Adicionalmente, este foi o único subsistema onde o setor industrial não apresentou decréscimo de consumo até maio.

A carga do subsistema Sul registrou variação nula, sob impacto principalmente dos setores residencial e industrial.

Considerando o crescimento da economia, após os anos iniciais de ajuste, sobretudo no âmbito fiscal e monetário, pressupõe-se uma recuperação gradual da economia brasileira, baseada na melhoria da expectativa dos agentes e na retomada de investimentos. Em 2015 espera-se uma queda de 1,2% no PIB e em 2016 um crescimento de 1,1%. A taxa média anual de crescimento do PIB entre 2015 e 2019 é
de 2,5%.

Nessas condições, a carga de energia do SIN prevista para o ano de 2015 deve se retrair 1,8%, situando-se 1.162 MWmédios abaixo do valor original previsto para a 1ª Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2015-2019 e 1.185 MWmédios inferior à carga verificada em 2014.

Para os quatro anos subsequentes, isto é, para o período 2015-2019, prevê-se um crescimento médio anual da carga de energia do SIN de 3,6% ao ano, significando uma expansão média anual de 2.440 MWmédios.

De acordo com as novas projeções para este ano de 2015, espera-se, em relação a 2014, uma redução de 1,5% no consumo total de energia no SIN, explicada principalmente pela queda do consumo industrial (-4,3%). O consumo residencial retrai 0,1% e o comercial cresce 1,4%.

No período entre 2015-2019 a taxa média alcançará 3,6%. Espera-se que o consumo industrial no SIN nesse período observe taxa média de crescimento de 2,5% ao ano. As classes residencial e comercial devem registrar valores de aproximadamente 4,2% e 4,7%.

As projeções serão consideradas para a atualização da base de dados do Planejamento Anual da Operação Energética 2015–2019.

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